Economia

Um prêmio para quem faz acontecer

Com a presença do governador de São Paulo, João Doria, As Melhores da Dinheiro 2021 homenageou as 33 empresas do País que mais se destacaram em seus setores de atuação

Crédito: Claudio Gatti

O ANFITRIÃO Caco Alzugaray, presidente-executivo da Editora Três: há 18 anos premiando as empresas que superam os desafios do País (Crédito: Claudio Gatti)

Claudio Gatti

Há 18 anos, a Editora Três, por meio da revista ISTOÉ DINHEIRO, homenageia o talento, a criatividade e a resiliência das principais lideranças empresariais do Brasil. O reconhecimento das companhias que se empenham em superar as adversidades para manter elevadas taxas de crescimento por meio de boas práticas de gestão é o que norteia o prêmio As Melhores da Dinheiro. Este ano, os vencedores foram conhecidos em um evento híbrido, realizado em São Paulo, e transmitido ao vivo na noite da terça-feira, 5, pelos portais das revistas ISTOÉ e Dinheiro. A apresentação foi da jornalista Rosana Jatobá, que anunciou os presidentes e diretores das companhias premiadas em cinco áreas (confira no quadro), segundo a metodologia do prêmio.

“Os que estão aqui mostraram resiliência, confiança, trabalho e dedicação. Venceram as dificuldades não apenas da pandemia, mas da própria economia” João Doria, governador de São Paulo

Caco Alzugaray, presidente-executivo da Editora Três, abriu a cerimônia. Falou sobre o momento de dificuldade que o País atravessa e da relevância do setor privado na construção de um futuro melhor, apesar dos malfeitos do governo federal. Segundo ele, as empresas homenageadas pela DINHEIRO são “aquelas que melhor atravessam esse mar revolto de instabilidades político-econômicas”. Alinhando as responsabilidades de empresas e governantes, Alzugaray afirmou: “Ainda bem que alguns bons políticos honram as suas nobres cadeiras e, sim, se perfilam com todos nós, trabalhadores, nessa busca pelo crescimento e pela diminuição da desigualdade social que neste País precisa ser consistente e urgente”.

Para exemplificar essa boa política, o empresário citou o governador de São Paulo, João Doria, presente à cerimônia. “Que todos nós juntos, bons políticos e trabalhadores dos setores público e privado ­— este último muito bem representado por Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master —, vençamos em definitivo essa longa e doída batalha que se iniciou há aproximadamente 10 anos. Os brasileiros merecem. E a próxima grande oportunidade para isso já tem data: outubro de 2022”. As palavras de Caco Alzugary foram reforçadas pelo governador João Doria. “Os que estão aqui mostraram resiliência, confiança, trabalho e dedicação, representando empresas de médio e grande porte nacionais e multinacionais, mas que apostaram, acreditaram e venceram as dificuldades não apenas da pandemia, mas também da própria economia”, afirmou.

O governador disse visualizar um período melhor para a atividade econômica, ainda que tenhamos um ano bastante conturbado pela frente. “Estabilidade mesmo teremos a partir de 2023. Portanto, não desistam e não se surpreendam com circunstâncias pontualmente negativas que teremos ainda pela frente nos próximos 17 meses. Olhem mais adiante, como todo otimista olha. O futuro é bom para o Brasil”, disse Doria, antes de citar dados sobre a impressionante recuperação econômica do estado que governa. Citando números da Fundação Seade, Doria afirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) de São Paulo crescerá em torno de 7,5% este ano. E, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério do Trabalho, o estado gerou 40% das vagas do País entre janeiro e agosto, com 713 mil novos empregos. “Aqui é São Paulo. Podem ter orgulho desse estado. Aqui é terra da esperança”, afirmou.

“AULA DE ESG” Rosana Jatobá destacou os exemplos de boas práticas ambientais, sociais e de governança dos premiados (Crédito:Claudio Gatti)

Sustentabilidade

Do lado da iniciativa privada, um tema predominou nos discursos dos presidentes e diretores das empresas campeãs: sua responsabilidade social e ambiental. Todos, de alguma forma, tocaram no tema da sustentabilidade. “Hoje, estamos recebendo uma aula de ESG”, comentou Rosana Jatobá, jornalista que se especializou no tema. As boas práticas ambientais, sociais e de governa6nça, que atendem pela sigla em inglês ESG, foram citadas por muitos dos premiados que participaram da cerimônia por vídeo, além dos que estavam presentes. Começando por Gilson Finkelsztain, CEO da B3, a bolsa de valores do Brasil, que recebeu o prêmio de sustentabilidade financeira. “Todas as empresas estão se voltando para a sustentabilidade e o equilíbrio entre o retorno financeiro e o olhar para a sociedade, o olhar para a diversidade, o olhar para a agenda climática, e o olhar ESG. Deixo aqui o convite. A B3 está de portas abertas para ser um grande indutor dessa agenda e ajudar as empresas”, disse Finkelsztain.

EMPRESA DO ANO A Votorantim recebeu também o prêmio de Responsabilidade Social, entregue ao presidente do Instituto Votorantim, Clóves Carvalho (Crédito:Claudio Gatti)

A mesma linha foi seguida por Pedro Denucci, presidente do Conselho de Administração da Usina São Manoel, vencedora em governança corporativa. “Acreditamos que sustentabilidade depende da ética de uma companhia e deve ser a evolução natural do seu sistema de gestão”, afirmou. “Queremos ser verdadeiramente construtores de uma empresa sustentável e perene. Que possa contribuir para um mundo melhor por meio da excelência em pessoas e gestão”. Fernando Pereira, diretor de gestão de pessoas da Vivo, destacou o tema da diversidade. “Estamos de forma consciente estimulando um ambiente livre de preconceito. Temos um programa sólido de diversidade que trabalha em quatro pilares: gênero, raça, lgbti+ e pessoas com deficiências”, afirmou. Segundo ele, é dessa forma que a Vivo pretende ser uma empresa melhor: “Vamos ter profissionais melhores e, acima de tudo, pessoas melhores”, disse Pereira.

Presidente do Instituto Votorantim, que coordena as ações sociais e ambientais da companhia que foi duplamente premiada — em responsabilidade social e como empresa do ano —, ­­ Clóves Carvalho destacou a atuação das empresas no combate à crise sanitária causada pela Covid-19. “Receber o prêmio de responsabilidade social no ano de pandemia é uma satisfação e uma alegria muito grande. Porque a sociedade brasileira se mobilizou muito. Tivemos quase R$ 10 bilhões de doação no combate a essa pandemia. A gente aprendeu muito. E estamos saindo mais fortes”.

“Alguns bons políticos honram as suas nobres cadeiras e se perfilam com todos nós, trabalhadores, nessa busca pelo crescimento e pela diminuição da desigualdade social que neste País precisa ser consistente e urgente” Caco Alzugaray, presidente-executivo da Editora Três