Cultura

Último livro do britânico John Le Carré é publicado postumamente

Último livro do britânico John Le Carré é publicado postumamente

O falecido escritor e ex-espião John le Carre, em foto de 2018 - AFP/Arquivos


O último livro do mestre britânico da espionagem John Le Carré foi publicado postumamente nesta quinta-feira (14) no Reino Unido. No entanto, após revisar o material não editado de seu pai, um de seus filhos deu a entender que poderia haver mais.

Com o título “Silverview”, o livro parte da improvável amizade entre um ex-banqueiro da City londrina e um emigrante polonês em uma pequena cidade da costa inglesa.

Nele, o autor, que trabalhou em sua juventude para os serviços secretos, volta a expressar suas dúvidas sobre os métodos e a ética da inteligência britânica. Mas desta vez aprofunda mais a questão do envelhecimento e da morte.

Le Carré, cujo verdadeiro nome era David Cornwell, morreu em dezembro, aos 89 anos.

Escreveu 25 novelas e um volume de memórias, “O túnel dos pombos” (2016), e vendeu mais de 70 milhões de livros em todo o mundo.

Para suas novelas de espiões, sempre se inspirou em sua carreira, arruinada por uma agente dupla britânica que revelou sua identidade a a de muitos de seus compatriotas ao KGB soviético.

Eurófilo convencido e firmemente contra o Brexit, adotou a nacionalidade irlandesa antes de morrer. Em sua obra “Um homem decente” (“Agent Running In The Field”), publicada em 2019, retratou o primeiro-ministro britânico Boris Johnson como um “porco ignorante”.

Desde sua morte, seus quatro filhos estão catalogando seu arquivo de obras inéditas.

O mais novo, Nicholas Cornwell, que também é escritor, se encarregou de colocar em ordem o manuscrito de “Silverview”, do qual reconhece que a família tinha conhecimento, embora afirme que nunca soube por que foi deixado de lado.

Foi o próprio Le Carré que, durante um passeio por um parque do norte de Londres, perguntou a ele “‘você terminará qualquer coisa que eu deixar sem fazer?’ e eu respondi que sim, porque não me imagino dizendo não nesse contexto”, explicou nesta semana ao jornal Sunday Times.

Considerando que “às vezes o material publicado postumamente é ruim e não deveria ser editado”, afirmou que “isso não entra nessa categoria. É um livro genuinamente bom”.

Cornwell explicou também que entre os papéis de seu pai encontrou histórias inéditas protagonizadas pelo espião George Smiley, seu personagem mais caraterístico.

“Até que ponto estão concluídas ou são publicáveis é algo que vamos verificar”, explicou.



Embora tenha sido objeto de uma biografia e tenha escrito suas memórias, ainda há mistérios na vida do autor que até sua família afirma não saber.

“Durante todo o tempo em que o conheci, nunca me disse nada que não estivesse disponível na esfera pública sobre sua própria carreira da Inteligência. Não sei nada mais que vocês”, afirmou Cornwell. “Me fascinaria que alguém escrevesse o que realmente fez durante seus anos como espião”.

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