A União Europeia (UE) sancionou nesta quinta-feira (29) o ministro do Interior do Irã, Eskandar Momeni, o procurador-geral e dirigentes da Guarda Revolucionária pela brutal repressão às manifestações antigovernamentais.
O bloco de 27 países acrescentou 15 funcionários e seis entidades à sua lista de bloqueio de bens e proibição de vistos, segundo o diário oficial da UE.
Enquanto isso, os ministros das Relações Exteriores da UE avaliarão se incluem a Guarda Revolucionária do Irã na lista de organizações “terroristas” do bloco.
Mais de 6.200 pessoas, entre elas mais de 5.800 manifestantes, morreram na repressão no Irã, segundo um balanço atualizado da ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos.
A organização, que conta com uma ampla rede de fontes no país, investiga mais de 17.000 possíveis mortes adicionais.
Na quarta-feira, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, assegurou que as tropas estão com o “o dedo no gatilho”, prontas para responder caso os Estados Unidos ataquem, em resposta às ameaças do presidente americano Donald Trump, que enviou forças ao Golfo e afirmou que “o tempo está se esgotando” para Teerã.
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