UE quer negociar adesão da Ucrânia ‘o mais breve possível’

A União Europeia quer iniciar “o mais breve possível” as negociações sobre a adesão da Ucrânia, afirmou nesta quinta-feira (19) o presidente do Conselho Europeu, António Costa, embora sem se comprometer com uma data concreta.

O plano americano para pôr fim à guerra na Ucrânia prevê a entrada de Kiev na UE em janeiro de 2027, calendário considerado pouco realista pelos especialistas.

“Queremos poder iniciar formalmente as negociações o mais breve possível e avançar no processo de ampliação”, declarou Costa em coletiva de imprensa em Oslo.

“Não posso dizer se será em 2026, 2027 ou mais tarde, mas o importante é não perder o impulso”, acrescentou.

A invasão em grande escala da Rússia à Ucrânia entrará em seu quinto ano na próxima terça-feira, o que complica as esperanças de uma integração rápida do país.

“O que é particularmente impressionante é que a Ucrânia, apesar da terrível guerra que enfrenta, está aplicando as reformas necessárias para se tornar membro pleno da União Europeia”, destacou Costa.

“Existem regras para o processo de adesão”, lembrou, ao ser questionado sobre a possibilidade de oferecer uma adesão “rápida” a Kiev.

“Os países candidatos devem cumprir esses critérios”, afirmou em referência aos critérios de Copenhague, formulados em 1993.

A adesão de um país requer ainda a aprovação de todos os Estados-membros da UE.

A Hungria, governada por Viktor Orbán, mostra-se abertamente hostil à candidatura ucraniana. Costa recordou, contudo, que Budapeste deu o seu aval para que a Ucrânia obtivesse o status de país candidato em 2022.

O recorde da adesão mais rápida ao bloco pertence atualmente à Finlândia: menos de três anos entre a apresentação da candidatura e a incorporação formal.

Já a Turquia é oficialmente candidata há quase 30 anos, mas o processo para se integrar à UE está completamente congelado.

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