UE prepara treino a forças do Líbano e discute Unifil

Iniciativa busca reforçar capacidade libanesa em segurança de fronteiras, mas não substituirá força de paz da ONU

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A União Europeia (UE) anunciou nesta terça-feira (1º) que prepara uma missão para treinar as Forças Armadas do Líbano, focando em segurança de fronteiras e questões marítimas. A iniciativa, porém, não busca substituir a Unifil, força de paz da ONU que atua no sul do país árabe, afirmou Kaja Kallas, alta representante da UE para Política Externa.

  • A União Europeia (UE) prepara missão para treinar as Forças Armadas do Líbano.
  • O treinamento visa reforçar a segurança de fronteiras e questões marítimas do país.
  • A alta representante da UE Kaja Kallas destacou que a missão não substituirá a Unifil, da ONU.

Kallas, após uma reunião informal dos ministros da Defesa do bloco realizada na Irlanda, explicou que os planos para a nova missão de aconselhamento e treinamento das Forças Armadas do Líbano estão progredindo bem. “A União Europeia não busca substituir a Unifil. Estamos investindo na capacidade do Líbano de garantir sua própria segurança”, disse a representante.

Segundo a alta representante, cerca de 10 países-membros da UE já manifestaram interesse em participar da iniciativa. A expectativa é que uma decisão formal sobre a missão seja tomada até o mês de outubro.

Por que a Unifil é criticada no Líbano?

O mandato da Unifil, criada em 1978 e que atualmente conta com aproximadamente 7,5 mil soldados de quase 50 países, tem término previsto para 31 de dezembro de 2026. A missão, entretanto, é alvo de críticas por não ter conseguido evitar conflitos recorrentes entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, especialmente na região sul do Líbano.

De acordo com o secretário-geral da ONU, António Guterres, será necessária uma nova força de manutenção da paz no Líbano após a retirada da Unifil. Itália e França, países que já contribuem significativamente com o contingente das Nações Unidas no país árabe, demonstraram interesse em fazer parte de uma futura coalizão multinacional para a região.

Da IstoÉ com ANSA