Pressão sobre a Rússia: UE e Otan prometem aumentar rigor

Líderes de bloco e aliança militar se comprometem a intensificar combate a "operação russa" e apoiar defesas ucranianas

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BRUXELAS — A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, se reuniram nesta quarta-feira, 2 de setembro, em Bruxelas. Após o encontro, ambos garantiram que a União Europeia (UE) e a aliança militar aumentarão a pressão sobre a Rússia. A medida é uma resposta a uma “operação russa” detectada em Leipzig, Alemanha, que envolveu equipamentos de nível militar.

  • A União Europeia e a Otan prometem aumentar a pressão sobre a Rússia após um incidente envolvendo uma “operação russa” na Alemanha.
  • A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou que tal intimidação não será tolerada.
  • O bloco europeu e a aliança militar também estão trabalhando para fortalecer as defesas aéreas da Ucrânia, incluindo a construção de sistemas de mísseis balísticos.

Von der Leyen, que se encontrou com o político holandês na capital belga, enfatizou a gravidade da situação. “Não toleraremos isso. Tal intimidação não funcionará. A UE e a Otan permanecerão unidas. Não apenas manteremos a pressão sobre a Rússia, como também a aumentaremos”, declarou a presidente da Comissão Europeia.

Em declarações à imprensa, Ursula von der Leyen afirmou que o bloco europeu trabalha com a Ucrânia em um projeto robusto. A iniciativa visa construir as próprias defesas contra mísseis balísticos do país, com um investimento que pode alcançar vários bilhões de euros. Esse valor cobriria, inclusive, a aquisição de sistemas de defesa aérea avançados, como os Patriot PAC-3.

Como as sanções têm afetado a Rússia?

A líder europeia avaliou que as sanções impostas à Rússia nos últimos meses têm “enfraquecido a economia” do país liderado por Vladimir Putin. Ela não descartou a possibilidade de recorrer a novas medidas, afirmando que elas “serão mantidas prontas para serem impostas assim que tais atos perigosos e letais forem atribuídos à Rússia”.

Mark Rutte, por sua vez, declarou que Moscou “tornou-se cada vez mais imprudente”, mas fez questão de garantir que essa postura não amedrontará a Otan e seus aliados. O secretário-geral holandês reafirmou a “união inabalável” da aliança em face das ameaças.

“As forças armadas estão trabalhando incansavelmente para garantir a prontidão operacional e proteger a segurança pública”, disse Rutte. “Devemos garantir que temos tudo o que é necessário para enfrentar as ameaças que temos pela frente, e isso significa investir mais em defesa. Não se trata apenas de ter novas fábricas ou produção adicional, mas também de promover uma cooperação mais fluida entre as indústrias, tanto na Europa quanto em toda a aliança”, concluiu.

Da IstoÉ com ANSA