UE diz que manterá relações com Venezuela para proteger interesses europeus

BRUXELAS, 6 JAN (ANSA) – A União Europeia garantiu, nesta terça-feira (6), que irá manter relações com a Venezuela a fim de proteger os interesses do bloco.   

“Embora não tenhamos reconhecido a legitimidade do presidente Nicolás Maduro, e o mesmo se aplica a Delcy Rodríguez, manteremos um diálogo direcionado com as autoridades venezuelanas para salvaguardar nossos interesses e defender nossos princípios”, disse a porta-voz da Comissão Europeia, Anitta Hipper, durante a coletiva de imprensa diária.   

Hipper lembrou ainda que “as autoridades venezuelanas derivam de um processo eleitoral que não respeitou a vontade popular de mudança democrática”, referindo-se aos 27 anos do chavismo no poder, iniciado em 1999 por Hugo Chávez e prolongado por Maduro, que assumiu o posto em 2013 após a morte do fundador da ideologia.   

“Portanto, ontem e hoje enfatizamos que o futuro da Venezuela deve ser moldado por meio de um diálogo inclusivo que leve a uma transição democrática, que inclua todos os atores comprometidos com a democracia, inclusive os líderes da oposição democraticamente eleitos”, frisou a porta-voz.   

Maduro permaneceu como chefe de Estado para um terceiro mandato depois das últimas eleições realizadas em meados de 2024, ainda que o resultado nunca tenha sido comprovado com as atas do pleito. Para a oposição, o vencedor foi Edmundo González, que se exilou na Espanha devido à permanência do chavista no poder, que reprimiu todos aqueles que não aceitaram sua suposta vitória.   

Além da UE e da Espanha, os governos do Brasil e Colômbia estão entre os que não reconheceram a reeleição de Maduro nas eleições.   

Com a captura do mandatário de Caracas pelos Estados Unidos no sábado (3), sua vice, Delcy Rodríguez, assumiu como presidente interina da nação na noite de ontem. Seu mandato provisório inicial é de 90 dias. (ANSA).