Economia

UE dá luz verde preliminar para alimentos à base de insetos

UE dá luz verde preliminar para alimentos à base de insetos

Hambúrgueres de insetos contendo larva da farinha poderão em breve estar disponíveis em países da União Europeia - AFP/Arquivos

O órgão de segurança alimentar da União Europeia (EFSA) concedeu aprovação preliminar para o consumo humano da larva da farinha seca nesta quarta-feira (13), abrindo o caminho para a comercialização de insetos comestíveis.

A medida adotada na quarta-feira é a etapa preliminar necessária antes que as autoridades possam decidir se permitem que as larvas secas do besouro Tenebrio molitor sejam vendidas a consumidores no bloco de 27 países.

A decisão foi adotada após a conclusão da primeira avaliação de risco da agência, que visa a aprovar um setor que poderia fornecer uma fonte sustentável de proteína.

Ermolaos Ververis, representante científico da unidade NUTRI da EFSA, disse em um comunicado que a decisão poderia “abrir caminho para a primeira aprovação [deste tipo] em toda a UE.

“A avaliação de risco é um passo decisivo e necessário na regulamentação de novos alimentos, ajudando os formuladores de políticas da UE a tomar decisões com base científica e garantindo a segurança do consumidor”, observou.


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A EFSA informou ter verificado que os vermes da farinha – a larva de Tenebrio molitor – eram seguros para consumo humano, “quer como um inseto inteiro seco ou em pó”, como resultado de um pedido de registo da empresa francesa de criação de insetos Micronutris.

“Seus principais componentes são proteína, gordura e fibra”, disse o comunicado, alertando que mais pesquisas são necessárias sobre possíveis reações alérgicas a insetos.

A florescente indústria da criação de insetos da Europa saudou a decisão, e um porta-voz disse esperar que as autoridades deem permissão para que os vermes secos sejam comercializados ao público até meados deste ano.

“A publicação deste documento representa um marco importante para a comercialização mais ampla de insetos comestíveis na UE”, disse Antoine Hubert, presidente da Plataforma Internacional de Insetos para Alimentos e Rações, em nota.

A EFSA, com sede na Itália, está conduzindo outros estudos semelhantes e está pronta para examinar se os grilos e gafanhotos são adequados para o consumo humano.

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