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UE condena prisão de opositores na Nicarágua

UE condena prisão de opositores na Nicarágua

O chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, em 8 de junho de 2021 - POOL/AFP


A União Europeia (UE) alertou nesta quinta-feira (10) para a “deterioração da situação política na Nicarágua” e condenou as ações “contra partidos da oposição, imprensa, jornalistas e trabalhadores da comunicação social, defensores dos direitos humanos e sociedade civil”.

Em comunicado, o chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, destacou que “o uso político do sistema judicial, a exclusão de candidatos das eleições e a suspensão arbitrária dos partidos da oposição são contrários aos princípios básicos da democracia”. Esses gestos, afirmou Borrell, constituem “uma grave violação dos direitos dos nicaraguenses, segundo a Constituição da Nicarágua e o direito internacional”.

A declaração de Borrell foi feita após a prisão de ao menos sete opositores na Nicarágua, incluindo quatro candidatos à presidência, sob a acusação de “incentivarem a intervenção estrangeira”.

“A UE apela à libertação imediata e incondicional dos potenciais candidatos presidenciais Cristiana Chamorro, Arturo Cruz, Félix Madariaga e Juan Sebastián Chamorro”, ressalta o comunicado de Borrell. Medidas como a prisão de líderes da oposição “minam ainda mais a credibilidade de um processo eleitoral já afetado por uma reforma” que ignorou recomendações de missões de observação eleitoral. “A UE solicita as autoridades nicaraguenses a rejeitar as leis restritivas, incluindo a lei sobre a regulamentação de agentes estrangeiros”, indicou Borrell.

Os Estados Unidos, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, a Organização dos Estados Americanos (OEA), entre outros, condenaram a prisão de opositores e exigiram a sua libertação imediata. Entre os detidos estão o ex-ministro das Relações Exteriores José Pallais, que foi capturado na cidade de León.

O ex-presidente do sindicato empresarial José Adán Aguerri e a ativista da sociedade civil Violeta Granera também estão detidos. Segundo Borrell, “só o povo nicaraguense tem o direito de escolher seus representantes por meio de um processo eleitoral confiável, inclusivo e transparente, sem interferência das autoridades”.

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