Ediçao Da Semana

Nº 2742 - 12/08/22 Leia mais

BRUXELAS, 30 JUN (ANSA) – A União Europeia e a Nova Zelândia assinaram nesta quinta-feira (30) um acordo de livre comércio após quatro anos de negociações e em um momento delicado para o equilíbrio geopolítico de todo o mundo.   

O anúncio foi feito pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e pela primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, durante coletiva de imprensa em Bruxelas.   

“É um momento histórico. É um acordo comercial moderno e sólido.   

Cria grandes oportunidades para nossas empresas, nossos agricultores, nossos consumidores. E o que é importante: para ambas as partes”, disse a chefe do poder executivo da UE.   

De acordo com o bloco, o acordo aumentará o comércio entre as duas partes em 30%. Para a Europa significa um crescimento anual das exportações para a Nova Zelândia de até 4,5 bilhões de euros e investimentos de até 80%, além de um corte nas tarifas para empresas de cerca de 140 milhões de euros por ano.   

“Wellington é um parceiro fundamental para nós na região do Indo-Pacífico”, disse von der Leyen, destacando que o acordo mostra que “democracias como a nossa trabalham juntas”.   

O pacto, que deverá agora ser ratificado por Bruxelas, os países europeus e a Nova Zelândia, vai reduzir as barreiras comerciais na troca de bens e serviços.   

Segundo Ardern, o acordo fornece acesso isento de impostos para 97% das exportações atuais do país para a UE, com 91% das tarifas sendo suspensas no dia em que a implementação do acordo começar.   

Já Von der Leyen explicou que a medida protege cerca de 200 produtos agroalimentares europeus com indicações geográficas e garante que quase todas as tarifas serão eliminadas nas exportações para a Nova Zelândia.   

Além disso, o acordo prevê a abertura do mercado de serviços neozelandês para finanças, telecomunicações, transporte marítimo, melhor acesso a compras públicas e regras transparentes para fluxos de dados e digitais.   

“A UE e a Nova Zelândia são parceiros que defendem a democracia e uma ordem mundial baseada no direito internacional”, enfatizou a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, saudando “a ajuda da Nova Zelândia à Ucrânia e sua forte postura contra a agressão russa”. (ANSA)