Ediçao Da Semana

Nº 2742 - 12/08/22 Leia mais

A invasão da Ucrânia pela Rússia vem consumindo forças físicas e econômicas acima do que os ucranianos podem suportar. Por essa razão, o país presidido por Volodymyr Zelensky vem solicitando ajuda de todas as partes do mundo. Nenhum tipo de assistência é rejeitado. No atual momento do conflito, no entanto, o que mais a Ucrânia está precisando é aumentar, e muito, o seu contingente de soldados na linha de frente da batalha. As fortes baixas ocorridas após a captura do batalhão Azov, em Mariupol, causou importante mudança na correlação de forças na guerra e fez diminuir profundamente a capacidade ucraniana para a continuação de suas ações bélicas.

Zelensky vem insistindo em receber mais armas e dinheiro dos países que o apoiam, mas neste momento específico da guerra ele tem dito que precisa de mais soldados. Por isso, as autoridades ucranianas criaram um site de recrutamento de estrangeiros que tenham formação militar para integrar a já famosa Legião Internacional de Defesa do Território. O portal foi construído com o auxílio de todas as embaixadas ucranianas espalhadas pelo mundo.

Além do forte apelo sentimental há outro incentivo aos guerreiros que se dispuserem ao confronto: remuneração financeira. Cada dia de luta, segundo informa o portal, vale US$ 2 mil no bolso ou mais de R$ 10 mil. Isso permitiu a Ucrânia um acréscimo de vinte mil estrangeiros em Kiev, entre eles, muitos brasileiros. Um deles, o gaúcho André Luis Hack Bahi, morreu durante um combate em Severodonetsk, cidade que fica ao leste do país, e deixou sete filhos no Brasil.

Acontece, porém, que a realidade financeira é bem diferente. Segundo relatos de brasileiros que se alistaram, muitas vezes o dinheiro não é liberado e quando há pagamento, o valor fica em torno de US$ 400 por mês, o que corresponde a R$ 2 mil, muito abaixo do valor combinado. Alguns soldados brasileiros dizem se sentirem enganados e muitos deles são chamados de mercenários. Então, para os que desejam colaborar com a libertação da Ucrânia, o ideal é focar em contribuições humanitárias, salvar vidas, inclusive a sua própria. Em relação ao dinheiro, é melhor não contar com ele no orçamento.