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Turquia investiga Charlie Hebdo por charge de Erdogan

ISTAMBUL, 28 OUT (ANSA) – O Ministério Público de Ancara abriu uma investigação contra o periódico satírico francês Charlie Hebdo por conta da caricatura do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que estampa sua edição desta semana.   

Com a manchete “Erdogan, em privado, é muito divertido”, a charge retrata o mandatário de camiseta e cueca no sofá enquanto levanta o véu islâmico de uma mulher que carrega uma bandeja com duas taças de vinho. “Ouuuuh! O profeta!”, diz o líder turco na caricatura.   

Antes da abertura da investigação, a Presidência da Turquia havia dito que tomaria as “ações jurídicas e diplomáticas necessárias” contra o Charlie Hebdo, publicação que já foi alvo do terrorismo jihadista por conta de charges satirizando o profeta Maomé.   

“Condenamos com grande firmeza a última edição da publicação francesa, que não tem respeito por qualquer credo”, disse no Twitter o porta-voz de Erdogan. “O objetivo dessas publicações sem moral e decência é semear ódio e hostilidade”, acrescentou.   

Islã x França – Nos últimos dias, diversos países islâmicos, como Turquia, Irã, Paquistão e Bangladesh, protestaram contra o presidente da França, Emmanuel Macron, por seu discurso em defesa da publicação de charges e da liberdade de expressão.   

O pronunciamento ocorreu em função do homicídio do professor francês Samuel Paty, morto por um jihadista após ter exibido as caricaturas de Maomé em sala de aula.   

O Charlie Hebdo voltou ao centro das atenções no começo de setembro, com o início do julgamento de 14 réus acusados de envolvimento nos atentados contra sua redação e um mercado kosher em Paris, em janeiro de 2015.   

Os ataques foram cometidos, respectivamente, pelos irmãos Said e Chérif Kouachi e por Amédy Coulibaly, deixando um total de 17 mortos, além dos três terroristas. Os réus são acusados de dar apoio logístico aos jihadistas.   

Para marcar o início do julgamento, o Charlie Hebdo republicou as charges do profeta Maomé que o colocaram na mira do terrorismo, levantando novos protestos no mundo islâmico.   

(ANSA).   

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