Vídeos de turistas gravados por drones na Rocinha, uma das maiores comunidades urbanas do Rio de Janeiro, estão movimentando a economia local. Com filas que podem durar até duas horas debaixo do sol e custar R$ 200, turistas de diversos países se dispõem a enfrentar essas condições para fazer breves filmagens que serão publicadas nas redes sociais.
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Criado em 2024, o projeto “Favela Turismo” abriu novas oportunidades de renda para quem mora na localidade e proporcionou registros praticamente cinematográficos aos visitantes internacionais que passeiam pela região.
Ao todo, 68 moradores da Rocinha tiveram a oportunidade de adquirir treinamento para o manuseio de drones e capacitação para exercer a função de guia turístico, gerando, assim, o aumento de visitantes curiosos por uma experiência mais direta com a comunidade.
Em propagandas divulgadas no Instagram, os empreendedores locais relatam que essa ação rentável possui um significado muito mais profundo do que, à primeira vista, parece. “É a capacidade da favela de criar situações com o que tem. Não é só turismo, e sim a criatividade do morador virando economia”, disse o influenciador digital Ruan Juliet.
O que aparece nos vídeos
Os turistas, no momento em que chegam à comunidade, são recebidos por guias turísticos que os conduzem em direção às lajes disponíveis para as gravações, seguindo rotas pré-estabelecidas. Uma dessas lajes aparece de forma recorrente nos vídeos.
Ao se sentarem em uma cadeira com estofado azul e um encosto repleto por um emaranhado de fios, os turistas fazem poses e olham diretamente para a câmera acoplada ao drone, que se afasta e revela, assim, uma vista praticamente completa das residências e do cenário urbano da Rocinha. Quando a gravação se amplia ainda mais, é possível ver, ao redor do cliente sobre a laje, uma vista imensa do mar ao fundo.
Confira
— SIGA o République! (@brejarada) February 22, 2026
Por outro lado, alguns internautas na rede social X (antigo Twitter) manifestaram opiniões contrárias ao movimento turístico. Associações dos trabalhadores a supostos traficantes, desdém em relação à paisagem e reclamações sobre os valores cobrados e o tempo de espera estiveram entre os comentários presentes na publicação de um dos vídeos.