Turista italiana relata drama após inundações no Nepal

Mariapaola Ricozzi, que estava no país, descreve os desafios enfrentados após o colapso de uma geleira e as chuvas torrenciais

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Uma turista italiana, Mariapaola Ricozzi, de 40 anos e natural de Roccasecca, está enfrentando diversas dificuldades no Nepal, após inundações devastarem a região da fronteira entre o país e o Tibete. Nesta quinta-feira (27), ela relatou os desafios provocados pelo colapso de uma geleira, que desencadeou uma catástrofe rio abaixo, durante a viagem de sua vida para explorar as montanhas da região.

  • Uma turista italiana narra as dificuldades de sua viagem ao Nepal, impactada por inundações severas e deslizamentos de terra.
  • Mariapaola Ricozzi estava do outro lado do país, na Reserva Natural de Chitwan, quando soube da catástrofe na fronteira entre Nepal e Tibete.
  • Estradas foram bloqueadas e o grupo de viajantes precisou enfrentar rotas alternativas perigosas, incluindo caminhadas por margens de rios e subidas em leitos desabados.

Mariapaola Ricozzi havia embarcado naquela que era — e continua sendo — a viagem de sua vida para explorar montanhas com as quais sempre sonhou. No entanto, em meio a essa aventura, realizada na companhia de três mulheres da Lombardia e uma de Roma, chegaram as notícias sobre as inundações que tiraram centenas de vidas.

“Ontem estávamos na Reserva Natural de Chitwan quando soubemos das inundações na fronteira entre o Nepal e o Tibete. Ficamos profundamente comovidas, pois havíamos compartilhado parte de nossas vidas com aquelas pessoas. Felizmente, as consequências para nós foram mínimas; estamos seguras e bem”, relatou Ricozzi.

Como as dificuldades começaram?

A italiana contou ainda que, durante o percurso, o grupo já havia enfrentado diversas dificuldades provocadas pelas fortes chuvas e pelos deslizamentos. A situação se agravou à medida que tentavam retornar de Ghandruk, no Himalaia, em direção à capital Katmandu.

Uma estrada interditada obrigou as viajantes a tomar uma rota alternativa pelas montanhas. O trajeto, que normalmente levaria cerca de três horas e meia, acabou durando entre seis e sete horas.

“Estávamos voltando para Katmandu. A estrada estava bloqueada, então fomos desviados para uma rota alternativa — subindo uma montanha e, essencialmente, contornando o trecho interditado”, enfatizou Ricozzi.

Desafios na rota alternativa

A situação ficou ainda mais complicada depois que a chuva provocou outro deslizamento. Para prosseguir, o grupo precisou caminhar pela margem de um rio, atravessando um trecho de terreno que havia desabado. A experiência demandou um esforço considerável e precaução máxima.

“Tivemos de subir pela margem do rio, escalando o leito desabado e agarrando-nos a plantas e rochas; foi uma viagem de volta bastante incomum e difícil”, relatou a turista.

Nesta quinta-feira (27), o trânsito entre Chitwan e Katmandu também estava caótico. A estrada atravessa uma passagem de montanha estreita, utilizada simultaneamente por carros, micro-ônibus, outros veículos e carroças. “Houve momentos em que tudo parou completamente, mas conseguimos chegar”, concluiu Mariapaola Ricozzi. (Da IstoÉ com ANSA)