Ediçao Da Semana

Nº 2742 - 12/08/22 Leia mais

Mais de 140.000 pessoas estavam em abrigos de emergência nas Filipinas nesta sexta-feira (15), devido ao tufão Vongfong, uma situação que complica a luta contra o novo coronavírus no país.

Chuvas fortes caíram no centro do arquipélago desde a tempestade que atravessou, ontem, zonas povoados por centenas de milhares de pessoas.

Milhões de filipinos estão confinados em suas residências pela pandemia, mas mais de 140.000 pessoas foram forçadas a abandonarem suas casas em busca de abrigo, devido à forte tempestade, disseram as autoridades.

“Você precisa usar a máscara e observar as regras do distanciamento o tempo todo”, disse à AFP Carlito Abriz, da polícia filipina.

“É difícil aplicar isso, porque as pessoas estão estressadas”, completou.

As autoridades indicaram que os abrigos de emergência funcionarão com 50% de sua capacidade e que fornecerão máscaras para quem não tem o acessório. Também tentarão não separar as famílias.

O problema é que muitos dos locais planejados em condições normais para servir como centros de evacuação se tornaram unidades de quarentena.

Felizmente, o centro do arquipélago atingido pela tempestade não é a área mais afetada pela COVID-19, que já infectou mais de 11.800 pessoas e causou 790 mortes nas Filipinas.

Todos os anos, o país é afetado por uma média de 20 tufões que causam vítimas e danos extensos, contribuindo para que milhões de pessoas vivam na pobreza.

O ciclone mais mortal já registrado no país foi o Supertufão Haiyan, que deixou mais de 7.300 mortos, ou desaparecidos, em 2013.