Tsunami atinge Japão após terremoto; autoridades alertam para ondas de até 3 metros

Governo japonês pediu para que moradores busquem refúgio em áreas elevadas

Tsunami atinge Japão após terremoto; autoridades alertam para ondas de até 3 metros

Um tsunami de 80 centímetros atingiu o porto de Kuji, na província de Iwate, no norte do Japão, nesta segunda-feira, 20. O fenômeno ocorreu às 17h34 (horário local), após um forte terremoto de magnitude 7,5 que abalou a região. A JMA (Agência Meteorológica do Japão) mantém o alerta para ondas que podem chegar a 3 metros de altura em partes das ilhas de Honshu e Hokkaido.

O sismo foi registrado às 16h53 locais (4h53 de Brasília) no Oceano Pacífico, a uma profundidade de 10 quilômetros. O impacto foi sentido a centenas de quilômetros do epicentro, sendo forte o suficiente para balançar grandes edifícios em Tóquio.

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A primeira-ministra Sanae Takaichi informou a criação de uma força-tarefa de emergência e reforçou o pedido de evacuação imediata. “Abandonem as regiões costeiras e áreas próximas a rios e sigam para um local mais seguro, como terrenos elevados”, alertou a JMA. Na emissora NHK, imagens mostraram navios deixando o porto de Hachinohe para evitar o impacto das ondas em alto-mar.

Impactos e infraestrutura

De acordo com a agência de notícias Kyodo, os serviços de trem-bala na província de Aomori foram suspensos por segurança. Em relação ao setor energético, não há usinas nucleares em operação nas regiões afetadas de Hokkaido e Tohoku, embora existam unidades desativadas nestas áreas.

O arquipélago japonês está localizado no Círculo de Fogo do Pacífico, sobre quatro grandes placas tectônicas, o que o torna um dos países mais propensos a desastres naturais no mundo. O país concentra cerca de 18% dos terremotos globais de magnitude superior a 6,0.

O evento desta segunda-feira ocorre 15 anos após o terremoto de magnitude 9,0 seguido de tsunami que devastou o norte do país em 11 de março de 2011. Naquela ocasião, o desastre resultou em 22 mil mortos ou desaparecidos e causou o colapso da usina nuclear de Fukushima Daiichi. Até hoje, cerca de 26 mil pessoas não retornaram às suas cidades de origem devido aos efeitos da radiação ou interdições territoriais.

* Com informações da AP, AFP, Reuters e DW