Trump tenta justificar guerra contra o Irã

Donald Trump tentou no domingo (1º) justificar a operação militar contra o Irã pela suposta necessidade de garantir a segurança de longo prazo dos Estados Unidos, além de preparar o terreno para mais baixas após o anúncio da morte de três soldados americanos.

“Infelizmente, é provável que haja mais antes que isso termine”, disse Trump em um vídeo publicado em sua plataforma Truth Social, em resposta à notícia das baixas.

“Os Estados Unidos vingarão suas mortes e desferirão o golpe mais duro contra os terroristas que declararam guerra, basicamente, à civilização”, afirmou o presidente republicano desde sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida.

Trump não se dirigiu diretamente à nação desde o início da guerra contra o Irã no sábado, mas publicou duas mensagens em vídeo, anunciou a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, em uma mensagem escrita, e concedeu entrevistas por telefone a vários meios de comunicação.

Em uma entrevista ao New York Times, ele declarou que os Estados Unidos estão preparados para que a operação dure “quatro ou cinco semanas”.

Sobre o futuro do país, e em particular sobre quem vai governar o Irã, Trump afirmou no domingo que tem “três bons” candidatos para administrar o Irã, em uma breve entrevista ao mesmo jornal.

“Tenho três boas opções”, afirmou Trump quando foi perguntado sobre quem gostaria de ver comandando o país. “Não os revelarei por enquanto. Vamos primeiro terminar o trabalho”, disse.

O presidente não falou com os jornalistas a bordo do Air Force One quando retornava a Washington, neste domingo, vindo da Flórida.

Altos funcionários de sua administração devem defender o ataque contra o Irã perante o Congresso dos Estados Unidos na terça-feira, segundo informou a Casa Branca.

Trump disse à NBC News que prevê “que haja vítimas”, depois que o Exército anunciou três baixas em suas fileiras, “mas no fim será muito benéfico para o mundo”, acrescentou o mandatário.

Nem Trump nem outros altos funcionários americanos, como o secretário de Estado Marco Rubio e o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, apareceram em público desde o início da guerra.

Hegseth deve conceder uma entrevista coletiva nesta segunda-feira, a primeira de um funcionário de alto escalão do governo americano desde o início do conflito.

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