WASHINGTON, 29 AGO (ANSA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda está trabalhando para organizar uma reunião de paz entre os líderes da Rússia e da Ucrânia, depois de o presidente francês, Emmanuel Macron, alertar que Vladimir Putin pode estar “brincando” com o magnata republicano.
A declaração foi dada nesta sexta-feira (29) por um funcionário da Casa Branca, falando sob condição de anonimato, à AFP.
“O presidente Trump e sua equipe de segurança nacional continuam comprometidos com os funcionários da Rússia e da Ucrânia para realizar um encontro bilateral que ponha fim aos massacres e à guerra”, declarou.
Além disso, outras quatros fontes revelaram ao Financial Times que o republicano apoia a ideia de enviar forças de paz chinesas para a Ucrânia do pós-guerra,, como afirma o líder russo. A Casa Branca, porém, negou.
“É falso”, afirmou um alto funcionário do governo, acrescentando que “não houve nenhuma discussão sobre forças de paz chinesas”.
A ideia é contestada por capitais europeias e foi rejeitada anteriormente pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, dado o apoio da China à invasão russa.
Paralelamente o vice-embaixador dos EUA na ONU, John Kelley, disse, durante a reunião do Conselho de Segurança sobre a Ucrânia, que “os últimos ataques com drones e mísseis contra Kiev colocam em questão a seriedade do desejo de paz da Rússia”.
“Esses ataques contra áreas civis devem cessar imediatamente. A Rússia deve decidir agora caminhar em direção à paz”, afirmou o diplomata, enfatizando que “os líderes de Moscou e Kiev devem concordar em se reunir bilateralmente”.
Segundo Kelley, Trump “alertou contra novas medidas econômicas que os Estados Unidos poderiam tomar se a Rússia optasse por continuar esta guerra, e Washington pede a Moscou que evite essas consequências, interrompendo a violência e se engajando construtivamente para encerrar a guerra.” (ANSA).