O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se exalta durante uma entrevista exibida no último domingo (26) pela rede CBS, em Washington. Ele reagiu de forma contundente ao ser questionado sobre as acusações de pedofilia e estupro mencionadas em um manifesto atribuído a Cole Tomas Allen, homem de 31 anos que tentou atacar o jantar anual dos correspondentes da Casa Branca.
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O que aconteceu
- Donald Trump se exalta em entrevista da CBS ao ser questionado sobre acusações de pedofilia.
- A jornalista Norah O”Donnell citou trechos de um manifesto que o associava a crimes graves, como pedofilia e estupro.
- Trump negou veementemente as acusações e criticou a entrevistadora por ler o documento publicamente.
Durante a entrevista para o programa “60 Minutes”, a jornalista Norah O”Donnell leu um trecho do documento onde o autor expressava não tolerar mais “um pedófilo, estuprador e traidor”, em aparente alusão a Trump. A citação provocou uma reação incisiva do ex-presidente, que prontamente interrompeu a entrevistadora.
“Eu não sou um estuprador. Eu não estuprei ninguém. Eu não sou um pedófilo. E você é uma pessoa horrível por ler essas palavras. Você deveria ter vergonha”, declarou o magnata, visivelmente irritado com o tom da entrevista e as insinuações.
Qual a reação de Trump às acusações?
Trump prosseguiu criticando a postura de O”Donnell, descrevendo o manifesto como “lixo de uma pessoa doente”. Ele reiterou ter sido “totalmente inocentado” de imputações passadas e insinuou que oponentes políticos poderiam estar envolvidos em escândalos, como os relacionados a Jeffrey Epstein, financista que faleceu em 2019 enquanto respondia por crimes sexuais.
A jornalista tentou restabelecer o controle da conversa e inquirir se Trump se considerava o alvo das declarações no manifesto, mas foi repetidamente barrada em suas tentativas.
As alegações de envolvimento com Jeffrey Epstein
“Os seus amigos do outro lado são os que estavam envolvidos com, digamos, Epstein ou outras coisas”, afirmou Trump. Ele prosseguiu, dirigindo-se à jornalista: “Mas eu disse a mim mesmo: “Sabe de uma coisa? Vou dar essa entrevista a eles”. Eu li o manifesto. Você sabe, ele é uma pessoa doente. Mas você deveria se envergonhar por ler isso, porque eu não sou nenhuma dessas coisas. Você não deveria estar lendo isso no 60 Minutes. Você é uma vergonha. Mas vá em frente. Vamos terminar a entrevista. Você é vergonhosa”, ressaltou o republicano.
Associação do suspeito a protestos anti-governo
Em outro ponto da entrevista, Trump fez uma conexão entre a alegada participação de Allen e manifestações de oposição ao seu governo, citando os protestos que utilizam o lema “No Kings” (“Sem Reis”). “Eu não sou um rei. Se eu fosse um rei, não estaria lidando com você”, ironizou.
A imprensa norte-americana informou que Cole Tomas Allen enviou o manifesto a membros de sua família momentos antes de dar início ao ataque. No documento, ele se autoidentificava como um “assassino federal gentil” e utilizava o caso Epstein como um dos argumentos para suas ações, sugerindo que estava disposto a matar para atingir seus propósitos.
*Com informações da ANSA.