O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desejou uma rápida recuperação ao papa Leão XIV, de 71 anos, após o pontífice passar por uma cirurgia para a retirada de um tumor maligno no pulmão direito. A declaração foi feita na quarta-feira (14), depois de um comício no Arizona, em meio à expectativa por novos resultados médicos que devem orientar o tratamento do líder da Igreja Católica.
“Quero ver o papa Leão se recuperar”, afirmou Trump. O republicano reconheceu a gravidade do diagnóstico de câncer, mas disse considerar positivas as informações sobre o prognóstico do pontífice.
“É algo sério. Afinal, trata-se de um câncer, mas o prognóstico parece ser bom. Só quero desejar que ele fique bem”, acrescentou.
A manifestação ocorre após um período de atritos entre o governo americano e o Vaticano, motivados principalmente por divergências sobre política externa e imigração.
Trump menciona relação com irmão do pontífice
Durante a conversa com jornalistas, Trump também comentou sua relação com Louis Prevost, irmão do papa.
Segundo o presidente, os dois já conversaram anteriormente, e ele mantém uma impressão positiva de Louis e de sua esposa.
“O irmão dele é um amigo meu, um cara ótimo, um sujeito fantástico, assim como a sua esposa. Eles são grandes apoiadores de Trump”, declarou.
O comentário chamou atenção diante das diferenças políticas entre o republicano e o pontífice, que nasceu nos Estados Unidos e tem defendido posições críticas a determinadas medidas do governo americano.
Relação entre Trump e Vaticano passou por tensões
As declarações de solidariedade acontecem cerca de seis meses depois de um episódio de tensão entre a Casa Branca e o Vaticano.
Na ocasião, Trump classificou Leão XIV como “fraco” após o pontífice condenar a guerra no Irã. Em resposta, Robert Prevost, nome de nascimento do papa, afirmou que não tinha medo do governo americano.
Além das divergências relacionadas aos conflitos internacionais, Leão XIV tem defendido a tolerância e o acolhimento de migrantes e refugiados.
Essas posições contrastam com a política migratória adotada pela administração Trump e têm contribuído para os desentendimentos entre as duas lideranças.
Apesar do histórico recente, o presidente americano adotou um tom de solidariedade ao comentar o estado de saúde do líder católico.
Papa passou por cirurgia para retirada de tumor maligno
Leão XIV foi submetido a uma intervenção cirúrgica para remover parte do pulmão direito após a identificação de um nódulo cancerígeno.
O diagnóstico informado é de adenocarcinoma pulmonar, um tipo de câncer que pode se desenvolver em células responsáveis pela produção de substâncias glandulares e em estruturas relacionadas aos alvéolos pulmonares.
O pontífice permanece internado no décimo andar do Policlínico Agostino Gemelli, em Roma, hospital conhecido por receber papas em diferentes períodos da história recente da Igreja Católica.
Na quarta-feira (14), a equipe médica responsável pelo acompanhamento de Leão XIV informou que a recuperação pós-operatória estava ocorrendo conforme o previsto.
O boletim representa um sinal positivo sobre a evolução imediata após a cirurgia, mas não elimina a necessidade de acompanhamento e de avaliações complementares.
Viagem à América do Sul permanece prevista para novembro
A agenda internacional do pontífice ainda inclui uma viagem ao Uruguai, à Argentina e ao Peru, programada para ocorrer entre os dias 6 e 17 de novembro.
Até o momento, o compromisso permanece previsto, embora sua realização dependa da evolução clínica e das recomendações da equipe médica.
Leão XIV também aguarda resultados de exames e análises que deverão ajudar os especialistas a determinar se será necessário dar continuidade ao tratamento contra o câncer.
Enquanto isso, a recuperação do pontífice segue acompanhada por autoridades religiosas e políticas, em um momento de atenção internacional à saúde do primeiro papa nascido nos Estados Unidos.
Da IstoÉ e Ansa