O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (21) que o Irã não tem outra escolha que não seja “fazer um acordo” para colocar um fim definitivo à guerra no Oriente Médio e que ele não está interessado em prorrogar o cessar-fogo. A declaração foi dada em entrevista por telefone ao canal CNBC News, na véspera do fim da trégua de duas semanas entre Washington e Teerã e de uma nova rodada de negociações entre os dois países em Islamabad, no Paquistão.
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“O Irã não tem outra escolha que não seja fazer um acordo. Eu tinha certeza que eles mandariam uma delegação para o Paquistão. Eles não têm outra opção”, disse o republicano. Na mesma entrevista, Trump assegurou que os EUA chegarão às tratativas em uma “posição de força” e detêm “controle total” do Estreito de Ormuz, rota marítima crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás do Golfo Pérsico.
“O bloqueio naval no Irã é um sucesso incrível”, garantiu o presidente, acrescentando que as tropas americanas estão “prontas” para retomar os ataques contra a República Islâmica, mas que ele quer fazer um “bom acordo”. Questionado se aceitaria prolongar o cessar-fogo com Teerã, Trump respondeu: “Não quero fazer isso, não temos tanto tempo assim”.
A expectativa é de que a delegação dos EUA em Islamabad seja liderada pelo vice-presidente JD Vance, enquanto a iraniana deve ser encabeçada pelo chefe do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.
Trump fala sobre suposta execução de mulheres
Além de se pronunciar sobre o cessar-fogo, Trump afirmou que o Irã o país poderia aumentar suas chances de sucesso nas negociações de paz se libertasse oito mulheres que, segundo ele, serão executadas. “Eu agradeceria muito a libertação dessas mulheres”, publicou Trump na rede Truth Social. “Seria um ótimo começo para nossas negociações!”.
A declaração de Trump reproduz uma publicação no X de Eyal Yakoby, um jovem ativista pró-Israel nos Estados Unidos, que afirma que oito mulheres enfrentam o risco de execução por enforcamento na República Islâmica. A publicação, que não revela nomes, mas inclui fotografias de oito mulheres, não teve a autenticidade confirmada até o momento.