Trump promete “solução” para guerra na Ucrânia e elogia Zelensky

Encontro ocorreu em Nova York, à margem da Assembleia Geral da ONU, onde líderes discutiram o conflito

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garante nesta terça-feira (22) que encontrará uma solução para a guerra na Ucrânia, ao mesmo tempo em que elogia o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificando-o como um “grande líder”. O encontro entre o republicano e o mandatário europeu ocorreu em Nova York, nos Estados Unidos, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), onde o conflito no leste europeu foi pauta central.

  • Donald Trump prometeu encontrar uma solução para a guerra na Ucrânia, elogiando a liderança de Zelensky durante reunião na ONU.
  • O presidente ucraniano se reuniu também com Emmanuel Macron e Ursula von der Leyen para discutir segurança e defesa.
  • A União Europeia aprovou a renovação de sanções contra a Rússia, mas a exclusão de empresários russos gerou fortes críticas de Kiev.

Durante a reunião bilateral, Trump reiterou seu envolvimento com a situação ucraniana. “Tenho uma relação muito próxima com a Ucrânia e seu presidente. Precisamos encontrar uma solução para a guerra, e a encontraremos. Os ucranianos são grandes lutadores e possuem um grande líder”, declarou o ex-presidente.

Quais os desdobramentos diplomáticos?

Sobre as negociações para a resolução do conflito, o magnata afirmou que Kiev chegará a um acordo, mas ressaltou não poder especificar qual seria. Paralelamente, Zelensky também se reuniu com o presidente da França, Emmanuel Macron, e com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Os temas em pauta incluíram a segurança da nação e o apoio contínuo às forças ucranianas.

A União Europeia tem intensificado seus esforços para auxiliar Kiev. “A Europa está trabalhando mais do que nunca para fortalecer a defesa da Ucrânia. Nosso novo programa de mísseis antibalísticos poderá ajudar a aumentar rapidamente a produção. Mais apoio à defesa de Kiev está a caminho. Em Nova York, minha mensagem para todos os líderes é clara: todos devemos intensificar nosso apoio à defesa da Ucrânia”, escreveu a diplomata belga em suas redes sociais.

União Europeia e as sanções contra a Rússia

Em um movimento paralelo, e após extensas discussões, o bloco europeu alcançou um acordo político para a renovação das sanções individuais contra a Rússia. Fontes indicam que os empresários Alisher Usmanov e Mikhail Fridman não estão mais incluídos na nova lista de medidas da UE.

Uma vez concluído o procedimento escrito, espera-se que os países-membros da União Europeia formalizem a renovação do regime de sanções, visando proteger a integridade territorial da Ucrânia, por mais 36 meses, estendendo-o até 22 de setembro de 2029.

A decisão, no entanto, foi recebida com desaprovação por parte de Kiev. “A decisão de remover Usmanov e Fridman da lista de sanções é vergonhosa e injustificável. Moscou está comemorando porque conseguiu o que queria: uma sensação de impunidade, humilhação da UE e divisão entre os europeus”, criticou o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha. (Da IstoÉ com ANSA)

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