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Trump oferece ajuda para combater queimadas na Amazônia

ROMA, 23 AGO (ANSA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite desta sexta-feira (23) que conversou com seu homólogo brasileiro, Jair Bolsonaro, e ofereceu ajuda para combater as queimadas na Amazônia. Em uma publicação no Twitter, o republicano também explicou que falou com Bolsonaro sobre comércio com o Brasil.   

“Acabei de falar com o presidente Jair Bolsonaro, do Brasil.   

Nossas expectativas de comércio são muito empolgantes e nosso relacionamento está forte, talvez mais forte do que nunca”, escreveu.   

“Eu disse a ele que se os Estados Unidos puderem ajudar com as queimadas na Floresta Amazônica, nós estaremos prontos para ajudar!”, completou Trump. Logo depois da publicação, o presidente brasileiro replicou a mensagem em sua conta no Twitter. Hoje a tarde, o governo norte-americano já havia demonstrado preocupação com o aumento do número de queimadas na Amazônia, informou uma autoridade da Casa Branca, segundo a imprensa local. De acordo com o funcionário da administração de Donald Trump, cuja identidade não foi revelada, há uma profunda preocupação com o “impacto dos incêndios na floresta amazônica sobre as comunidades, a biodiversidade e os recursos naturais da região”.   

Hoje, diversos líderes mundiais têm feito críticas contra a política ambiental de Bolsonaro e apelos ao Brasil para tomar medidas para preservar a Amazônia. O presidente brasileiro, por sua vez, convocou uma reunião de emergência para tratar o caso. A expectativa é de que Bolsonaro faça um pronunciamento em rede nacional às 20h30 (horário local) desta sexta-feira para tentar combater a repercussão negativa sobre os incêndios, que sofreram um aumento de 82% de janeiro a agosto, em relação ao mesmo período de 2018, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).   

A polêmica envolvendo a maior floresta do mundo poderá entrar na pauta do encontro dos líderes do G7, que ocorrerá no próximo final de semana em Biarritz, na França. (ANSA)