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Trump não descarta restringir viagens para Itália por vírus

WASHINGTON, 27 FEV (ANSA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (26) que decidirá “no devido tempo” se irá barrar os voos entre seu país e a Itália e a Coreia do Sul, as duas nações com o maior número de casos de coronavírus fora da China.   

“Vamos ver o que vai acontecer”, disse o mandatário americano durante coletiva na Casa de Branca ao responder se o governo avalia suspender as conexões com os países mais afetados pela doença.   

“Quaisquer decisões sobre a restrição de viagens às áreas afetadas serão tomadas no momento certo”, acrescentou Trump, explicando que já existem planos para quarentenas de larga escala, se necessário.   

Segundo o republicano, os Estados Unidos continuam a monitorar todas as chegadas de áreas com surto de coronavírus e os cientistas americanos já estão a caminho de encontrar uma vacina contra a doença. “Falando com médicos, achamos que uma vacina pode ser desenvolvida rapidamente”, garantiu. Trump também anunciou que o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, será responsável por liderar um grupo de trabalho em conjunto com as autoridades de saúde sobre o coronavírus no território americano.   

O presidente dos EUA ainda afirmou que o coronavírus impõe “um risco muito baixo” aos cidadãos do país, que está pronto para enfrentar o surto. Apesar da declaração, o secretário de Saúde dos EUA, Alex Azar, admitiu que o risco pode ser elevado. “O grau de risco tem potencial para mudar rapidamente. E devemos esperar ainda mais casos nos Estados Unidos”, explicou. Hoje (27), o país registrou seu primeiro caso de infecção sem a paciente ser exposta a ninguém contaminado e sem viajar para países nos quais o vírus está circulando.   

De acordo com comunicado do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, a exposição da mulher ainda “é desconhecida”. O novo caso aumenta o número de coronavírus no país para 60, incluindo os 45 entre os americanos que foram repatriados de Wuhan, na China, e o cruzeiro Diamond Princess, atingido pelo vírus no Japão. (ANSA)