O presidente americano, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira(22), no Fórum de Davos, a carta fundadora do seu Conselho de Paz, um organismo internacional que, segundo afirmou, trabalhará em coordenação com as Nações Unidas.
Após um discurso no qual fez um balanço da situação em Gaza, Irã, Ucrânia e Venezuela, entre outros pontos críticos do planeta, o mandatário republicano assinou o documento.
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Líderes ou chanceleres de 19 países, entre eles o presidente argentino Javier Milei e o paraguaio Santiago Peña, participaram da cerimônia de apresentação e assinatura do Conselho de Paz em Davos.
Enquanto elogiava o lançamento do “Conselho da Paz”, Trump fez questão de mencionar as Nações Unidas. Ele disse que “muitas nações” participaram da criação do órgão. Em seguida, acrescentou: “Trabalharemos com muitos outros, incluindo as Nações Unidas.”
Trump tem sido extremamente crítico da ONU e retirou os EUA de várias organizações internacionais, e expressou recentemente a ambição de que o novo conselho internacional possa replicar, ou mesmo competir com, a ONU como mediador internacional.
Durante seu discurso, o magnata republicano afirmou ainda que o Hamas deve se desarmar sob o acordo de cessar-fogo em Gaza ou será o “fim” do movimento palestino.
“Eles têm que entregar suas armas, e se não o fizerem, será o fim deles”, disse Trump, acrescentando que o grupo islamista “nasceu com rifles nas mãos”.
Em outro trecho do discurso, Trump disse que o Irã quer dialogar com os Estados Unidos e que Washington está disposto a fazê-lo.
Trump lembrou que os Estados Unidos atacaram instalações de enriquecimento de urânio iranianas no ano passado para impedir que Teerã produzisse uma arma nuclear.
“Não podemos deixar isso acontecer”, disse ele. “E o Irã quer conversar, e nós conversaremos.”