Trump chama Irã de ‘perdedor do Oriente Médio’ e ameaça novos alvos

Presidente americano prometeu ataque ao país persa neste sábado e disse que considera ampliar ataques

Donald Trump na Casa Branca em 6 de março de 2026
Donald Trump na Casa Branca em 6 de março de 2026 Foto: Brendan Smialowski / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o Irã como “perdedor do Oriente Médio” e fez novas ameaças contra o país persa neste sábado, 7. Em seu perfil no Truth Social, o republicano afirmou que “hoje, o Irã será duramente atingido” e destacou que áreas e grupos de pessoas que não considerados alvos até este momento estão sob séria consideração para destruição completa e morte certa, devido ao “mau comportamento” do governo iraniano.

“O Irã não é mais o ‘valentão do Oriente Médio’, mas sim ‘o perdedor do Oriente Médio’, e continuará sendo por muitas décadas até se render ou, mais provavelmente, entrar em colapso total!”, completou o republicano.

Na publicação, Trump também comentou a declaração do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, que “pediu desculpas e se rendeu aos seus vizinhos do Oriente Médio”, prometendo cessar fogo na região. Para o líder norte-americano, “essa promessa só foi feita por causa do ataque implacável dos Estados Unidos e de Israel”.

“Eles estavam tentando dominar e governar o Oriente Médio. É a primeira vez em milhares de anos que o Irã perdeu para os países vizinhos do Oriente Médio”, escreveu Trump, indicando que os países chegaram a agradecê-lo. “Eu disse: ‘De nada'”.


Mais cedo, Pezeshkian acusou o governo de Trump de violar o direito internacional ao atacar hospitais e escolas e garantiu que o Irã “jamais se renderá” aos Estados Unidos e a Israel.  “Os inimigos devem levar para o túmulo o desejo de rendição do povo iraniano”, declarou Pezeshkian, reforçando que o Irã não aceitará pressões externas.

As declarações foram feitas em meio a intensos ataques do Irã contra países árabes do Golfo, enquanto Israel e os Estados Unidos também mantinham bombardeios contra a República Islâmica.

*Com informações de AFP e ANSA