Trump diz que está com ‘saúde perfeita’ e culpa aspirina por hematomas na mão

Em meio a questionamentos sobre episódios de cansaço, presidente destaca resultados de exames e defende obrigatoriedade de testes cognitivos para candidatos

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Foto: REUTERS/Nathan Howard

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu nesta sexta-feira (2) em sua “saúde perfeita” e em suas habilidades cognitivas, um dia após a publicação de uma entrevista na qual defendeu sua aptidão para o cargo em meio a dúvidas sobre seu estado clínico.

“Os médicos da Casa Branca acabam de me informar que gozo de ‘SAÚDE PERFEITA’ e que obtive uma classificação excelente (ou seja, respondi corretamente a 100% das perguntas) no meu exame cognitivo pela terceira vez consecutiva, algo que nenhum outro presidente nem vice-presidente anterior esteve disposto a fazer”, escreveu em sua plataforma Truth Social.

O jornal Wall Street Journal publicou na quinta-feira uma entrevista com Trump, que, aos 79 anos, é a pessoa de mais idade a assumir a presidência dos Estados Unidos.

Na conversa, o presidente culpou a aspirina pelo aparecimento de grandes hematomas em sua mão direita, que normalmente cobre com curativos ou maquiagem, e negou ter adormecido durante reuniões televisionadas, afirmando que simplesmente “fechou os olhos” como “método de relaxamento”.

Ele também mudou uma declaração anterior sobre ter se submetido a uma ressonância magnética em outubro, afirmando que na verdade foi uma tomografia computadorizada, um exame mais rápido.

Em sua publicação desta sexta-feira, Trump acrescentou que qualquer candidato à presidência ou vice-presidência deveria ser obrigado a se submeter a um exame cognitivo “sólido, significativo e confiável”.

“Nosso grande país não pode ser governado por pessoas ‘ESTÚPIDAS’ ou INCOMPETENTES!”, escreveu, uma indireta ao seu antecessor, Joe Biden, o presidente mais velho da história dos Estados Unidos, que se retirou da disputa eleitoral de 2024 após um debate desastroso que gerou preocupação sobre seu estado cognitivo.