Justiça manda Trump pagar US$ 5,8 mi em indenização para E. Jean Carroll

Após Suprema Corte rejeitar recurso, valor atualizado é liberado à escritora que acusou ex-presidente de abuso e difamação

Justiça manda Trump pagar US$ 5,8 mi em indenização para E. Jean Carroll

A Justiça Federal de Manhattan, nos Estados Unidos, autorizou nesta quarta-feira (8) a liberação de US$ 5,8 milhões referentes à indenização que o ex-presidente Donald Trump deverá pagar à escritora E. Jean Carroll. O valor é resultado da condenação do republicano em uma ação cível por abuso sexual e difamação, proferida em 2023.

O que aconteceu

  • A Justiça Federal de Manhattan liberou a indenização de US$ 5,8 milhões que Donald Trump deve a E. Jean Carroll.
  • A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou um recurso da defesa de Trump, permitindo a execução da sentença.
  • O valor inicial da indenização foi atualizado de US$ 5 milhões para US$ 5,8 milhões devido à incidência de juros.

A quantia havia sido depositada por Trump em uma conta judicial enquanto ele recorria da decisão. Contudo, no fim de junho, a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou analisar o recurso apresentado pela defesa, abrindo caminho para o prosseguimento da execução da sentença.

A defesa de Trump conseguiu impedir o pagamento?

Na terça-feira (7), os advogados de Trump apresentaram um pedido à Justiça para suspender a liberação dos recursos. Eles buscavam aguardar a análise de um novo pedido de revisão da condenação pela Suprema Corte, argumentando que Trump sofreria um dano irreparável caso Carroll doasse a indenização, já que a recuperação dos valores seria improvável se a decisão fosse revertida posteriormente.

A defesa também sustentou que a liberação imediata dos recursos poderia minar a confiança pública no sistema judicial, em meio às alegações de que o processo teria motivações políticas. Em outro trecho da manifestação, os representantes de Trump afirmaram que Carroll esperou mais de duas décadas para apresentar as acusações, fazendo-o apenas após o republicano ascender à Presidência dos Estados Unidos.

Detalhes sobre o caso

A disputa judicial entre Donald Trump e E. Jean Carroll teve seu início em 2019, após a escritora publicar um trecho de seu livro de memórias. Nele, Carroll relatava ter sido abusada sexualmente pelo então empresário em meados de 1996, dentro de um provador da loja de departamentos Bergdorf Goodman, em Manhattan.

Trump sempre negou veementemente as acusações, afirmando que a escritora mentiu ao tornar pública a denúncia. Essas declarações originaram o processo por difamação, que se somou à ação relacionada ao abuso sexual.

Em maio deste ano, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou a abertura de uma investigação criminal para apurar se E. Jean Carroll cometeu perjúrio durante depoimentos prestados nos processos civis em que obteve decisões favoráveis contra o ex-presidente americano.