WASHINGTON, 19 FEV (ANSA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inaugurou nesta quinta-feira (19) o Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, em evento realizado em Washington. Ele anunciou que seu governo irá contribuir com US$ 10 bilhões para a ação.
“Acho que nunca houve nada mais potente e prestigioso [do que essa inauguração]”, declarou Trump na abertura de seu projeto, acrescentando em seguida: “O que estamos fazendo é muito simples: paz. Chama-se ‘Conselho de Paz’ e baseia-se em uma palavra fácil de dizer, mas difícil de concretizar”.
O republicano comunicou que os EUA irão doar US$ 10 bilhões para a reconstrução de Gaza, ao mesmo tempo que diversos países se comprometeram a contribuir com mais de US$ 7 bilhões. “Quem ainda não se juntou [ao Conselho de Paz], irá se juntar. Alguns tentam dar uma de espertos, mas ninguém pode fazer isso comigo”, falou Trump, segundo o qual, os governos que não abraçaram o projeto “estão jogando um pouco”.
“Mas todos têm aderido, a maior parte, imediatamente”, prosseguiu o americano, acreditando que tanto a China quando a Rússia “irão se envolver com o Conselho”. A Itália esteve entre os países convidados para integrar o colegiado da iniciativa, mas decidiu participar como “observadora” no momento, enviando o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, para o evento de abertura.
“Países como Alemanha, Reino Unido, Noruega e muitos outros europeus participam como observadores nesta reunião onde se discute o futuro de Gaza. Trabalhamos pela paz, não se trata de tomar partido ou de nos opormos [ao Conselho]”, afirmou Tajani em Washington.
Em situação semelhante está a União Europeia, que conta com 14 Estados-membros na abertura.
“A Comissão da UE foi convidada a participar da reunião e é importante para nós estarmos presentes na discussão. É uma forma de demonstrar, mais uma vez, o apoio que oferecemos ao povo palestino e ao processo de paz, em conformidade com a resolução da ONU”, explicou um porta-voz do bloco.
Já o Brasil não respondeu oficialmente ao convite dos EUA. Entre os que aceitaram está o presidente da Argentina, Javier Milei, admirador de Trump. Enquanto ele participa da cerimônia em Washington, seu país foi tomado por uma greve geral nesta quinta. Outra presença é a do presidente da Fifa, Gianni Infantino, que segundo o anfitrião, irá arrecadar 75 milhões de dólares para projetos ligados ao futebol em Gaza.
Hoje, o jornal The Guardian publicou que o governo Trump planeja “construir uma base militar para 5 mil soldados no sul de Gaza”, local que deve abrigar a sede da Força Internacional de Estabilização (Isf). (ANSA).