Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, declarou nesta terça-feira (22), em discurso na Assembleia Geral da ONU, que o país está preparado para empregar seu “poderio militar incomparável” na defesa de interesses americanos na América Latina e no Caribe. O republicano justificou a postura citando a operação realizada na Venezuela em janeiro, que culminou na prisão e transferência do então presidente Nicolás Maduro para solo norte-americano.
Em sua fala, o líder americano enfatizou que as ações na Venezuela são a prova de que os Estados Unidos não permitirão que ameaças à América ganhem destaque no hemisfério ocidental. “Se necessário, usaremos nosso poderio militar incomparável para garantir os interesses nacionais vitais dos EUA”, afirmou, destacando que Washington não permitirá que países adversários estabeleçam presença estratégica na região.
Ao abordar a Venezuela, Trump exaltou um acordo para ampliar a exploração de petróleo no país, vinculando a política energética a interesses estratégicos americanos. De forma contundente, ele declarou: “Os espólios pertencem aos vitoriosos”.
Trump reitera que o “poderio militar incomparável” dos EUA será usado para defender seus interesses na América Latina e Caribe.
- O presidente classificou Cuba como um “Estado falido” e previu a queda do regime comunista.
- Apontou o México como “epicentro” da violência dos cartéis, chamando-os de “Estado Islâmico do hemisfério ocidental”.
Críticas a Cuba e segurança regional
Prosseguindo seu pronunciamento, o republicano também classificou Cuba como “um Estado falido” e afirmou que o regime cubano “vai cair”. “Estamos pensando também numa mudança radical em Cuba, onde o regime comunista está sob a maior pressão que jamais esteve. É um regime absolutamente falido, um Estado falido. E vai cair”, declarou.
Trump mencionou que o secretário de Estado, Marco Rubio, participa de negociações com o governo cubano, reiterando que Washington não permitirá a existência de “um porto seguro para o terror na nossa porta”.
Cartéis e a ameaça à segurança dos EUA
Na sequência, o presidente americano afirmou que os cartéis representam uma grave ameaça à segurança dos EUA, apontando especificamente para o México como o “epicentro” da violência dessas organizações. “Os cartéis são o Estado Islâmico do hemisfério ocidental”, declarou.
Ele relembrou que, desde o início de seu mandato, designou cartéis como organizações terroristas estrangeiras e autorizou operações das Forças Armadas americanas contra essas organizações.
Quais outros temas globais Trump abordou na ONU?
Além das questões latino-americanas, Trump abordou a guerra entre Rússia e Ucrânia, expressando sua crença de que um acordo de paz entre os dois países ocorrerá “mais cedo do que as pessoas imaginam”. Segundo o presidente, tanto Kiev quanto Moscou “já estão fartos” do conflito.
O líder americano também anunciou planos de ampliar significativamente a presença militar dos Estados Unidos na Groenlândia, com a intenção de enviar uma “presença militar maciça” para a ilha e construir duas bases militares consideradas estratégicas.
Em outro ponto, Trump solicitou que os países se retirem do Tribunal Penal Internacional (TPI), classificando a instituição como “ilegal” e “fora de controle”. O presidente argumentou que o tribunal não possui jurisdição sobre os Estados Unidos e encorajou os países integrantes a se retirarem da instituição.
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