WASHINGTON, 3 OUT (ANSA) – Internado em um hospital militar para tratar da Covid-19, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não apresenta febre e está “muito bem”, de acordo com informações dadas pelo médico da Casa Branca, Sean Conley, neste sábado (3).
Após ter desdenhado do novo coronavírus em diversas ocasiões, Trump anunciou sua contaminação na madrugada de sexta-feira (2) e, menos de 24 horas depois, foi levado para o hospital militar Walter Reed, perto de Washington.
O presidente está sendo tratado com uma terapia experimental baseada em anticorpos policlonais sintéticos, zinco, vitamina D, Famotidina, melatonina e uma aspirina por dia. A cloroquina, incensada por Trump como suposta cura da Covid-19, não faz parte do protocolo.
O mandatário também deve ser submetido a um tratamento de cinco dias com remdesivir, medicamento criado para combater o vírus ebola, mas que apresentou resultados positivos contra o novo coronavírus.
“O presidente está muito bem nesta manhã”, afirmou Conley em coletiva de imprensa no hospital. “Estamos extremamente contentes com os progressos que ele teve”, acrescentou. Segundo um médico do Walter Reed, Trump não teve febre “nas últimas 24 horas” e caminha e respira normalmente, com saturação de oxigênio em 96%.
Apesar disso, os médicos não estipularam uma data para dar alta ao presidente, que é idoso (74 anos), obeso e sedentário, três fatores de risco para a Covid-19.
Foco de contágio – Trump e a primeira-dama Melania testaram positivo após uma assessora do presidente, Hope Hicks, ter sido infectada. Em campanha, o republicano manteve seus compromissos mesmo sabendo que a conselheira estava contaminada.
Desde então, diversos assessores, pelo menos três senadores republicanos, três jornalistas e o chefe de campanha de Trump, Bill Stepien, foram diagnosticados com o novo coronavírus. De acordo com a Casa Branca, a internação de Trump é apenas uma medida de “precaução”.
O presidente estava em plena campanha para a eleição de 3 de novembro e tenta reverter a vantagem do democrata Joe Biden nas pesquisas, especialmente nos chamados “estados-pêndulo”, que deram a ele a vitória em 2016 e serão novamente cruciais em 2020. (ANSA).