WASHINGTON, 13 MAR (ANSA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse acreditar que seu homólogo da Rússia, Vladimir Putin, esteja oferecendo algum nível de apoio ao Irã no atual conflito no Oriente Médio.
“Acho que ele está ajudando um pouco”, declarou o republicano em entrevista à Fox News.
Segundo o presidente americano, a percepção russa pode estar ligada ao suposto apoio dos Estados Unidos à Ucrânia na guerra contra a Rússia. “Ele provavelmente pensa que estamos ajudando a Ucrânia, certo?”, acrescentou.
Além disso, o magnata afirmou que os EUA não dependem de apoio externo para lidar com ameaças e rejeitou uma proposta do governo de Volodymyr Zelensky para cooperar com Washington na defesa contra drones iranianos.
“Não, não precisamos da ajuda deles para nos defender de drones.
Ninguém sabe mais sobre drones do que os EUA”, afirmou Trump, descartando a oferta de Kiev.
Por fim, o líder norte-americano enfatizou que Washington tem capacidade militar suficiente para intensificar de forma rápida o conflito contra o Irã. No entanto, disse que, até agora, seu país tem adotado uma postura contida.
“Estamos sendo gentis com o Irã. Poderíamos acabar com eles em uma hora”, afirmou.
Para ele, o poder de fogo de seu país permitiria causar danos permanentes ao Irã: “Temos munição ilimitada contra o Irã.
Poderíamos fazer coisas tão ruins que eles nunca mais conseguiriam se reconstruir.” Enquanto isso, a ABC News relatou que as autoridades dos EUA enviaram uma força expedicionária de fuzileiros navais ao Oriente Médio. Cerca de 2,2 mil militares da 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais foram mobilizados a bordo de três navios anfíbios da Marinha: USS Tripoli, USS San Diego e USS New Orleans.
O grupo também contaria com aproximadamente 20 caças de quinta geração F-35B Lightning II, capazes de decolagem e pouso vertical.
Segundo dois oficiais, citados pela reportagem, a mobilização não significa necessariamente uma invasão terrestre do Irã, mas oferece recursos aéreos, anfíbios e terrestres que poderão ser utilizados conforme necessário pelos comandantes militares.
Analistas apontam que uma das hipóteses discutidas seria uma operação contra a Ilha de Kharg, no Golfo Pérsico. A ilha é considerada um alvo estratégico porque cerca de 80% das exportações de petróleo iranianas passam por ali, tornando-a um ponto crucial para a economia de Teerã. (ANSA).