Trump diz que Putin concordou em não atacar Kiev por uma semana, em meio a frio

Os ataques russos à infraestrutura energética da Ucrânia deixaram milhões de pessoas sem eletricidade

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Donald Trump Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (29) que o líder russo, Vladimir Putin, aceitou um pedido pessoal seu para que suspendesse os bombardeios a Kiev e a outras cidades da Ucrânia, em meio ao frio extremo.

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Os ataques russos à infraestrutura energética da Ucrânia deixaram milhões de pessoas sem eletricidade, calefação e água em meio a temperaturas congelantes, o que empurra o país, devastado por uma guerra de quatro anos, para uma crise humanitária. O Kremlin não confirmou a trégua, mas Trump disse acreditar que Putin vai honrar o acordo.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu hoje ao americano e disse confiar em que os Estados Unidos ajudariam a garantir uma pausa de uma semana nos ataques russos contra a rede energética ucraniana, devido à onda de frio prevista para os próximos dias.

Em reunião de gabinete na Casa Branca, Trump explicou que fez o pedido a Putin devido ao frio “excepcional” na Ucrânia, que comparou à onda de frio polar em Washington. “Nunca experimentaram um frio assim. E pedi pessoalmente ao presidente Putin que não disparasse contra Kiev e as diferentes cidades durante uma semana. E ele aceitou fazer isso, e tenho de dizer que foi muito gentil”, acrescentou.

A agência meteorológica estatal da Ucrânia previu uma queda drástica das temperaturas, que podem chegar a -30°C nos próximos dias. As declarações foram dadas em meio à expectativa de novas conversas diplomáticas entre Moscou, Kiev e Washington, no próximo domingo. O enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, disse confiar na possibilidade de uma trégua.

“Acho que Trump e Putin têm uma amizade, e acho que isso lhes permite conversar e ter uma relação que, com sorte, ajudará que as coisas aqui se encaminhem, a chegar a um acordo e salvar muitas vidas”, disse Witkoff à AFP, na estreia de um documentário sobre Melania Trump.