NOVA YORK, 3 JAN (ANSA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que o líder da Venezuela, Nicolás Maduro, está a caminho de Nova York após ter sido capturado e que ainda não decidiu sobre o futuro do país sul-americano.
Em entrevista à rede de TV Fox News, o presidente norte-americano explicou que Maduro e sua esposa foram capturados durante a ofensiva desta madrugada e agora seguem para Nova York em um navio da Marinha norte-americana.
Trump contou que acompanhou a ação “em tempo real de Mar-a-Lago” e que não houve baixas americanas, embora tenha reconhecido que houve alguns feridos.
Segundo o presidente, a operação originalmente estava prevista para quatro dias atrás, mas o mau tempo impediu a ação. Ele descreveu a residência onde Maduro estava detido como uma “fortaleza”.
Maduro teria tentado negociar no final da operação, mas Trump afirmou que recusou as tentativas e chegou a comparar a captura do líder venezuelano ao assassinato do general iraniano Qassem Soleimani.
Além disso, Trump afirmou que os EUA estarão “fortemente envolvidos na indústria petrolífera da Venezuela”, lembrando que Caracas detém as maiores reservas de petróleo do planeta.
Ele também destacou as “boas relações” com o presidente da China, Xi Jinping, e que Pequim não terá problemas com a operação na Venezuela. “Eles vão ficar com o petróleo”, assegurou, em referência ao fato de que a China é um dos principais importadores de petróleo bruto de Caracas.
O governo chinês, porém, condenou “com firmeza” a ofensiva no país liderado por Maduro.
Mais cedo, o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance explicou que Trump “ofereceu várias saídas à Venezuela, mas foi muito claro em um ponto: o tráfico de drogas deve parar e o petróleo roubado deve ser devolvido”.
O vice de Trump elogiou a operação, descrevendo-a como “verdadeiramente impressionante” e parabenizando todos os envolvidos.
De acordo com a Fox News, citando fontes, Maduro deve comparecer a um tribunal em Nova York já na próxima segunda-feira (5).
Enquanto isso, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, está na Rússia, informaram quatro fontes familiarizadas com sua agenda à agência Reuters. Já seu irmão, Jorge Rodríguez, líder da Assembleia Nacional, está em Caracas.
Logo após a ofensiva norte-americana, Delcy apareceu em uma mensagem de áudio na televisão estatal para exigir provas de que Maduro e sua esposa Cilia ainda estão vivos, enquanto Jorge não aparece em público desde o ataque. (ANSA).