Trump diz que Irã cessará enriquecimento de urânio e removerá material nuclear

Presidente afirma que EUA trabalharão com Teerã para retirar estoque enterrado após declaração de cessar-fogo; Pentágono mantém tom de ameaça

Trump diz que Irã cessará enriquecimento de urânio e removerá material nuclear

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (8) que o Irã deixará de enriquecer urânio, com ambos os países colaborando para remover material nuclear enterrado após o ataque aéreo americano do ano passado.

Em sua plataforma Truth Social, Trump afirma que os Estados Unidos trabalharão estreitamente com o Irã, acreditando que o país persa passou por uma “mudança de regime que será muito produtiva”. A declaração veio horas após o anúncio de um cessar-fogo temporário na guerra.

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O que aconteceu

  • Donald Trump anuncia que Irã parará o enriquecimento de urânio, segundo sua avaliação.
  • Estados Unidos e Irã atuarão juntos para remover material nuclear “enterrado em profundidade”.
  • Secretário do Pentágono, Pete Hegseth, adverte que EUA “tomarão” o estoque iraniano se não for entregue.

O líder americano foi enfático ao declarar que “não haverá enriquecimento de urânio” e que os EUA, em parceria com o Irã, “irão desenterrar e remover toda a “poeira” nuclear enterrada em profundidade”.

As declarações de Donald Trump, apesar de um cessar-fogo temporário, geraram questionamentos sobre a validade e a implementação de tal acordo, especialmente considerando as tensões preexistentes e a postura firme do Irã em relação ao seu programa nuclear.

Pentágono mantém postura dura

Enquanto Trump fala em cooperação, o secretário-geral do Pentágono, Pete Hegseth, adota um tom mais incisivo. Hegseth afirmou que o Irã terá de entregar seu estoque de urânio altamente enriquecido, ou os Estados Unidos o “tomarão”, sem especificar como essa ação seria executada.

O secretário do Pentágono deixou claro que os Estados Unidos monitoram o estoque iraniano e sugeriu que um novo bombardeio, similar ao ocorrido contra supostos locais nucleares em junho do ano passado, poderia ser uma opção. “Estamos de olho. Sabemos o que eles têm, e eles vão entregar, e nós o tomaremos. Se for preciso, faremos por todos os meios necessários”, disse Pete Hegseth, reiterando a determinação americana.

* Com informações da AFP