Trump diz que EUA vão administrar Venezuela até ‘transição adequada’ (2)

SÃO PAULO, 3 JAN (ANSA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que seu governo vai “administrar” a Venezuela de forma interina até que haja uma “transição adequada”.   

“Nós vamos administrar o país até o momento em que pudermos, temos certeza de que haverá uma transição adequada justa e legal. Queremos liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela”, declarou Trump em coletiva de imprensa em Mar-a-Lago para detalhar a ofensiva no país sul-americano.   

O magnata anunciou ainda que petroleiras norte-americanas começarão a atuar em solo venezuelano para organizar o setor no país.   

“Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país”, enfatizou.   

Além disso, Trump lembrou que “nós construímos a indústria petrolífera da Venezuela com talento, empenho e habilidade americanos, e o regime socialista a roubou”: “Uma enorme infraestrutura petrolífera foi tomada como se fôssemos crianças”.   

Segundo o republicano, “as Forças Armadas dos Estados Unidos conduziram uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela, empregando um poderio militar americano esmagador, aéreo, terrestre e marítimo, para lançar um ataque espetacular, um ataque como não se via desde a Segunda Guerra Mundial”.   

Trump ainda comparou a operação a outras ações militares de grande impacto promovidas durante seu governo, como as que resultaram nas mortes do general iraniano Qassem Soleimani, do líder do Estado Islâmico Abu Bakr al-Baghdadi, e aos ataques contra instalações nucleares do Irã.   

Na mesma coletiva, o líder norte-americano garantiu que a ofensiva não resultou em perdas para os Estados Unidos. “Nenhum militar americano morto e nenhum equipamento perdido” durante a operação na Venezuela, afirmou.   

Para ele, a ação reafirma o poder dos EUA no continente. Desta forma, citou a Doutrina Monroe para justificar o ataque à Venezuela, alegando que ela havia sido esquecida, mas que agora foi atualizada.   

Trump ressaltou ainda que os Estados Unidos estão “prontos para lançar um segundo ataque, mais significativo, se necessário”, e detalhou a operação desta madrugada.   

De acordo com ele, os militares dos EUA causaram um apagão na capital venezuelana, Caracas, para realizar uma operação espetacular para capturar Maduro. “Estava escuro. As luzes em Caracas estavam praticamente apagadas graças a uma certa expertise que possuímos”, revelou Trump.   

Por sua vez, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, revelou que a operação na Venezuela envolveu mais de 150 aeronaves e deixa “nossos adversários em alerta”.   

“Nicolás Maduro teve sua chance, assim como o Irã, até que não teve mais. Trump está falando sério sobre interromper o fluxo de drogas”, concluiu. (ANSA).