O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Central Intelligence Agency (CIA) o informou que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, é gay. A declaração foi dada durante entrevista ao apresentador Jesse Watters, da emissora “Fox News”, exibida na quinta-feira, 26.
Questionado sobre o perfil do sucessor de Ali Khamenei, morto em fevereiro de 2026 após ataques de Israel e dos EUA, Trump disse que a informação sobre a sexualidade do líder iraniano circula nos bastidores da inteligência. “Bem, eles [a CIA] disseram isso, mas não sei se foram só eles. Acho que muita gente está dizendo isso. O que lhe dá uma má vantagem inicial naquele país”, afirmou o republicano.
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O presidente norte-americano não apresentou provas ou documentos que sustentem a afirmação. No Irã, a prática de relações entre pessoas do mesmo sexo é considerada uma violação gravíssima dos valores islâmicos e é punida com a morte, conforme a lei sharia.
“Did the CIA tell you that Ayatollah Jr. is gay?”@POTUS: “They did say that… I think a lot of people are saying that — which puts him off to a bad start in that particular country.” pic.twitter.com/Gd5miHN6vQ
— Rapid Response 47 (@RapidResponse47) March 26, 2026
A fala de Trump ocorre em um momento de escalada bélica no Oriente Médio. O presidente também destacou que a condição de Mojtaba dificultaria sua aceitação interna. “Lá eles matam os gays e matam as mulheres se não usarem certas vestes”, completou.
Quem é Mojtaba Khamenei
O novo líder supremo, de 56 anos, foi oficializado pela Assembleia de Especialistas em 8 de março. Mojtaba é o segundo filho de Ali Khamenei e sempre atuou como uma figura influente nos bastidores do regime teocrático, mantendo laços estreitos com a Guarda Revolucionária (IRGC).
Diferente do pai, Mojtaba assume o posto com um nível clerical inferior, o que gerou resistência entre setores da elite religiosa de Qom. Ele é descrito como um radical de linha dura, ainda mais antiamericano que seu antecessor. Sua ascensão é vista por analistas como uma tentativa de garantir a continuidade dinástica e o controle militar sobre a República Islâmica em meio ao conflito direto com o Ocidente.