Trump diz que apenas a ‘rendição incondicional’ do Irã colocará fim à guerra

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (6) que não buscará nenhum acordo com o Irã, do qual espera apenas uma “rendição incondicional” para pôr fim à guerra iniciada no sábado passado.

“Não haverá nenhum acordo com o Irã salvo a RENDIÇÃO INCONDICIONAL!”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.

A publicação ocorreu enquanto Israel bombardeava alvos em Teerã e posições da milícia libanesa Hezbollah em Beirute, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmava que os ataques americanos contra o Irã estavam “prestes a aumentar drasticamente”.

Trump disse que, após a capitulação da república islâmica e a escolha de “Líder(es) GRANDIOSO(S) E ACEITÁVEL(IS)”, Washington trabalhará com seus aliados “para tirar o Irã da beira da destruição, tornando-o economicamente maior, melhor e mais forte do que nunca”.

O presidente encerrou sua mensagem com um aceno ao seu lema Maga, “Make America Great Again” (Faça os Estados Unidos grandes novamente).

“MAKE IRAN GREAT AGAIN (MIGA)”, escreveu sobre o futuro do país.

No início da guerra, que os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro, Trump havia mencionado a possibilidade de negociações, mas, como em outros assuntos relacionados ao conflito, desde então mudou de posição e agora se opõe a qualquer diálogo.

“Eles estão ligando, estão dizendo: ‘Como chegamos a um acordo?’ Eu lhes disse: ‘Vocês chegaram um pouco tarde’. Nós queremos lutar agora mais do que eles”, declarou Trump na quinta-feira durante um evento na Casa Branca.

O governo republicano insistiu inicialmente que o objetivo da guerra contra o Irã não era derrubar o poder existente, uma afirmação contradita por várias declarações recentes do presidente, incluindo sua mensagem desta sexta-feira no Truth Social.

Trump exige ter voz na escolha do sucessor do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, que morreu em um ataque no início da guerra.

Em uma conversa com a jornalista Dana Bash, da CNN, o mandatário afirmou que não se opunha a que o novo líder iraniano fosse religioso.

“Não me importo com líderes religiosos. Eu trato com muitos líderes religiosos e eles são fantásticos”, disse Trump.

Na mesma entrevista, o mandatário citou como exemplo a Venezuela, cujo líder Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos, que agora negociam com quem era sua vice-presidente, Delcy Rodríguez.

“Vai funcionar muito facilmente [no Irã]. Vai funcionar como funcionou na Venezuela. Temos uma líder maravilhosa lá. Ela está fazendo um trabalho fantástico, e vai funcionar da mesma forma”, disse o presidente americano à CNN.

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