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Trump defende mais armas para impedir tiroteios

WASHINGTON, 28 MAI (ANSA) – Na esteira de mais um massacre em uma escola dos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump discursou na convenção da poderosa Associação Nacional do Rifle (NRA), principal financiadora do lobby armamentista no país, e afirmou que a melhor solução contra a violência é armar ainda mais a população.   

De olho nas eleições de 2024, o republicano afirmou que “a existência do mal no mundo não é um motivo para desarmar os cidadãos que respeitam a lei” – durante seu discurso, não foi permitida a presença de armas na plateia.   


O evento ocorre em Houston, 450 quilômetros a oeste de Uvalde, a cidade onde, na última terça-feira (24), o jovem Salvador Ramos usou dois fuzis comprados legalmente quando ele completara 18 anos para assassinar 19 crianças e duas professoras de uma escola primária.   

Ambas as cidades ficam no Texas, um dos estados dos EUA mais permissivos em relação ao porte de armas de fogo. “A existência do mal é uma das melhores razões para armar os cidadãos que respeitam a lei”, insistiu Trump.   

Além disso, o ex-presidente insinuou que seria melhor usar os bilhões de dólares enviados para ajudar a Ucrânia contra a invasão russa para “deixar as escolas mais seguras”. “Não há nada mais perigoso do que uma zona livre de armas”, afirmou.   

A convenção havia começado com uma homenagem às 21 vítimas de Uvalde e um minuto de silêncio, mas depois seguiu como se esperava: com a defesa intransigente da Segunda Emenda à Constituição, que diz que “o direito do povo de manter e portar armas não deve ser violado”.   

“Precisamos defender a Segunda Emenda”, afirmou a governadora da Dakota do Sul, Kristi Noem, cotada como pré-candidata republicana à Casa Branca em 2024.   

“A elite da política e das grandes empresas nos dizem que a culpa do mal que se manifestou em Uvalde é das armas, mas tirar as armas das pessoas responsáveis não tornará os Estados Unidos mais seguros”, disse o senador texano Ted Cruz.   

O governador do Texas, Greg Abbott, também republicano e pró-armas, tinha discurso marcado na convenção, porém desistiu de comparecer pessoalmente por causa da repercussão do massacre de Uvalde. (ANSA).