Trump critica pacote de estímulos e pede alterações ao Congresso

NOVA YORK, 23 DEZ (ANSA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se recusou a assinar um pacote de estímulos de quase US$ 900 bilhões e cobrou que o Congresso modifique o texto.   

O projeto reúne incentivos para ajudar famílias e empresas a enfrentarem a pandemia do novo coronavírus e foi aprovado pela Câmara e pelo Senado na última segunda-feira (21), mas o republicano disse, em vídeo publicado na noite desta terça (22), que é preciso retirar “itens inúteis” do pacote.   

Trump cita como exemplos ajudas financeiras a outros países, como Camboja, Myanmar, Egito, Paquistão e nações da América Central, repasses para museus e financiamento para obras do FBI.   

“O Congresso encontrou bastante dinheiro para países estrangeiros, lobistas e interesses especiais, enquanto manda o mínimo para o povo americano, que precisa”, disse o presidente.   

Trump pede para o Congresso aumentar o valor “ridiculamente baixo” dos cheques de estímulos para os cidadãos de US$ 600 para US$ 2 mil. Segundo o mandatário, se o texto não for reescrito, o “próximo governo terá de entregar um pacote de alívio” anti-Covid.   

“E talvez esse governo seja eu, e nós vamos fazer isso”, concluiu o mandatário, que ainda não admite ter sido derrotado por Joe Biden na eleição de novembro.   

A presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, afirmou após o pronunciamento de Trump que os democratas estão prontos a aumentar o valor dos cheques de estímulo para US$ 2 mil. O senador republicano Lindsey Graham, aliado próximo do magnata, também mostrou apoio à ideia e disse que o povo americano “merece um alívio”. “Vamos ir além”, escreveu no Twitter.   

O pacote ainda inclui financiamento para distribuição de vacinas contra o coronavírus Sars-CoV-2, benefícios de US$ 300 por semana para desempregados e US$ 25 bilhões em auxílios habitacionais para evitar despejos.   

Os EUA são o país mais atingido do mundo pela pandemia em termos absolutos, com 18,2 milhões de casos e mais de 320 mil mortes.   

(ANSA).