Trump confirma morte de Ali Khamenei, guia supremo do Irã

WASHINGTON, 28 FEV (ANSA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (28) a morte do guia supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, vítima de um ataque coordenado com Israel em Teerã.   

Em publicação na plataforma Truth Social, o republicano disse que o falecimento do clérigo representa “a maior oportunidade para o povo iraniano retomar seu país”, que era controlado com mão de ferro pelo líder xiita desde 1989.   

“Khamenei, uma das pessoas mais malvadas da história, está morta. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e as pessoas de muitos países do mundo todo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e sua gangue de ladrões sanguinários”, disse Trump.   

Segundo o presidente, o aiatolá foi “incapaz” de evitar os “sofisticados sistemas de rastreio” dos EUA. “Não havia nada que ele e os outros líderes mortos com ele pudessem fazer. Essa é a maior oportunidade para o povo iraniano retomar seu país”, ressaltou o presidente, acrescentando que “muitos militares” e membros das forças de segurança “não querem mais lutar e buscam imunidade”.   

“Tenho esperança de que a Guarda Revolucionária e a Polícia vão se unir pacificamente com os patriotas iranianos para devolver ao país a grandeza que ele merece. Esse processo deve começar em breve, visto que o país foi amplamente destruído e até obliterado”, declarou Trump.   

O presidente ainda prometeu que os bombardeios continuarão “ininterruptamente ao longo da semana ou enquanto for necessário para alcançar o objetivo de paz em todo o Oriente Médio e até mesmo no mundo”.   

Antes do pronunciamento de Trump, o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, já havia citado “muitos sinais” que Khamenei tinha sido morto nos ataques deste sábado, em uma vitória maiúscula para a agenda política dos dois líderes.   

O aiatolá de 86 anos era o guia supremo do Irã desde 1989, quando substituiu Ruhollah Khomeini, líder da Revolução Islâmica de 1979.   

O clérigo era a principal figura política, religiosa e até militar do país persa, exercendo o papel de comandante-em-chefe da Guarda Revolucionária, o poderoso braço ideológico das Forças Armadas, responsável por proteger o regime dos aiatolás, pela repressão a dissidentes e por financiar aliados no exterior.   

(ANSA).