Donald Trump cometeu “o crime constitucional mais grave já visto” por um presidente americano, quando incentivou seus apoiadores a invadir a sede do Congresso no mês passado, disseram os promotores democratas nesta segunda-feira (8), véspera de seu julgamento político no Senado.
Em sua apresentação final antes dos 100 membros da Câmara Alta se reunirem para julgar Trump, os nove promotores no julgamento – todos congressistas democratas – também insistiram que o caso não deveria ser arquivado.
Os advogados de Trump pediram ao Senado na segunda-feira que rejeitasse o julgamento em um documento publicado horas antes, alegando que “carece de jurisdição” para julgar Trump, que deixou o cargo em 20 de janeiro, já que não era mais o presidente ativo.
Os líderes democratas rejeitaram diretamente o argumento, dizendo que havia evidências “avassaladoras” de crimes e contravenções acionáveis.
“Sua incitação à insurreição contra o governo dos Estados Unidos – que causou a interrupção da transferência pacífica do poder – é o crime constitucional mais grave já visto”, expuseram no documento.
“O artigo do impeachment argumenta que um delito imputável pela Constituição não está sujeito a uma moção de rejeição (e) está dentro da jurisdição do Senado atuando como Tribunal de Impeachment”, asseguraram.
Há também uma pressão crescente para que o julgamento seja resolvido rapidamente para que o Senado possa se concentrar em outras prioridades legislativas, como o grande plano de ajuda contra o coronavírus promovido por Joe Biden.