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Trump cede hotel em Washington e certa forma de influência

Trump cede hotel em Washington e certa forma de influência

O Trump International Hotel em Washington, em 15 de janeiro de 2020 - AFP/Arquivos


Donald Trump se prepara para ceder seu hotel em um edifício icônico de Washington, onde se aglomeram lobistas, doadores e representantes de governos estrangeiros, dispostos a gastar muito na esperança de ganhar alguma influência com o ex-presidente.

O Trump International Hotel na capital dos Estados Unidos, localizado em um prédio do século XIX que lembra o estilo românico, vai fechar suas portas.

A Trump Organization vendeu o arrendamento do prédio por um valor anunciado de US $ 375 milhões para um fundo de investimento, que planeja reabrir o hotel nos primeiros meses de 2022 com o nome de Waldorf Astoria.

Construída na década de 1890, a torre de 12 andares (antiga agência dos correios) é o terceiro edifício mais alto da capital dos Estados Unidos e pertence ao Estado.

Ameaçada várias vezes de demolição, a construção foi salva por pouco quando Donald Trump prometeu investir US$ 200 milhões em sua renovação em 2011.

Assim, em 2013, a General Services Administration (GSA), que administra o parque imobiliário federal, propôs à Trump Organization um contrato de aluguel por 60 anos com opção de prorrogação por mais 40 anos.

O hotel foi inaugurado no outono de 2016, alguns meses antes de Donald Trump entrar na Casa Branca.

“É um lugar do qual Trump tem muito orgulho”, disse o então porta-voz da Casa Branca Sean Spicer em sua primeira entrevista coletiva em janeiro de 2017.

Ao assumir a Presidência, Donald Trump confiou o controle de seu império imobiliário a seus dois filhos mais velhos, prometendo não interferir na atividade de suas propriedades.

Na realidade, porém, o ex-presidente o promoveu sempre que teve oportunidade, e o Trump International Hotel, onde uma noite na suíte Franklin custa US $ 12.000, manteve sua influência.

Durante sua presidência, 150 funcionários de 77 países estrangeiros passaram pela propriedade do bilionário republicano, segundo a ONG anticorrupção CREW.

Uma série de grupos políticos americanos gastou três milhões de dólares para organizar cerca de 40 eventos no hotel da famosa Pennsylvania Avenue.

“Donald Trump nunca deveria ter tido permissão para manter seu hotel”, denuncia o presidente da CREW, Noah Bookbinder.

“A lei está totalmente do meu lado, presidentes não podem ter conflito de interesse”, defendeu-se Trump em 2016, quando questionado sobre misturar suas prerrogativas presidenciais com a promoção de seu império imobiliário.

A sobrevivência do Trump International Hotel durou pouco.

Uma investigação parlamentar descobriu que o hotel havia perdido mais de US $ 70 milhões durante a gestão de Trump, observando que havia “exagerado grosseiramente” seus lucros.

A Trump Organization chamou o relatório de “intencionalmente enganoso, irresponsável e errado” e considerou um “assédio político”.

O grupo empresarial não respondeu aos pedidos de comentários da AFP. No entanto, vários meios de comunicação dos EUA relataram que o hotel enfrenta uma taxa de ocupação muito baixa, principalmente devido à pandemia.


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