Trump desiste de transmitir ao vivo execução de autor do massacre de Fort Hood

Presidente americano afirma que Nidal Hasan será executado em dezembro, mas familiares das vítimas poderão acompanhar o procedimento presencialmente

Donald Trump anunciou que a execução de Nidal Hasan, condenado pelo massacre de Fort Hood, não será transmitida ao vivo.
Foto: Donald Trump anunciou que a execução de Nidal Hasan, condenado pelo massacre de Fort Hood, não será transmitida ao vivo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (15) que desistiu de transmitir ao vivo a execução de Nidal Hasan, ex-major do Exército americano condenado pelo massacre de Fort Hood, ocorrido em novembro de 2009, no Texas. O ataque deixou 13 mortos e 32 feridos.

Segundo o republicano, a execução continua prevista para 3 de dezembro e será realizada por um pelotão de fuzilamento. A decisão de cancelar a transmissão foi divulgada em uma publicação na rede social Truth Social.

A mudança ocorre após críticas internacionais à intenção do governo americano de exibir publicamente a aplicação da pena de morte, incluindo manifestações da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Vaticano.

Trump afirma que execução não será transmitida

Na publicação, o presidente americano confirmou que a pena de morte será mantida, mas que o procedimento não poderá ser acompanhado por transmissão ao vivo.

“Ele morrerá, conforme planejado, diante de um pelotão de fuzilamento, mas o evento não será transmitido ao vivo”, declarou Trump.

O presidente afirmou que inicialmente pretendia permitir que o público acompanhasse a execução como forma de demonstrar as consequências impostas aos responsáveis por ataques considerados terroristas.

Ao justificar a mudança de posição, o republicano reconheceu que parte da população não deseja assistir a imagens de uma execução.

“Muchas pessoas íntegras e bem-intencionadas preferem não assistir à sua morte, seja por meio de transmissão ao vivo ou de qualquer outro recurso visual”, afirmou.

Trump também voltou a condenar o ataque cometido por Hasan, mencionando as vítimas fatais e os militares e funcionários que ficaram feridos.

Familiares das vítimas poderão acompanhar execução

Embora tenha descartado a transmissão pública, Trump informou que familiares próximos das vítimas terão a possibilidade de assistir presencialmente à execução, caso desejem.

Segundo o presidente, a medida pretende oferecer aos parentes uma oportunidade de acompanhar o cumprimento da sentença.

“Eles merecem ver a justiça sendo feita”, declarou.

A execução está prevista para 3 de dezembro, com a participação de um pelotão de fuzilamento formado por soldados.

O anúncio, no entanto, não detalhou os procedimentos administrativos ou judiciais necessários para a realização da pena na data informada.

Quem é Nidal Hasan, condenado pelo massacre de Fort Hood?

Nidal Hasan era major e psiquiatra do Exército dos Estados Unidos quando realizou um ataque a tiros na base militar de Fort Hood, no Texas, em 5 de novembro de 2009.

Na ocasião, o militar abriu fogo contra soldados e funcionários que estavam no Centro de Processamento de Prontidão de Soldados, instalação utilizada para procedimentos relacionados à preparação e à mobilização de integrantes das Forças Armadas.

O ataque provocou a morte de 13 pessoas e deixou outras 32 feridas, tornando-se um dos episódios de violência mais graves registrados em uma instalação militar americana.

Hasan foi posteriormente julgado pela Justiça militar e condenado à pena de morte.

O caso ganhou repercussão internacional pela gravidade do ataque, pelo número de vítimas e pelas discussões relacionadas à segurança nas instalações militares dos Estados Unidos.

Anúncio de transmissão provocou críticas internacionais

Na semana anterior, o governo Trump havia anunciado a intenção de transmitir a execução ao vivo.

A justificativa apresentada pela administração americana era a de que a divulgação das imagens serviria para demonstrar as consequências de crimes dessa natureza.

A proposta provocou reações contrárias de organizações e instituições internacionais, entre elas a ONU e o Vaticano.

O debate envolve não apenas a aplicação da pena capital, mas também os limites éticos da exposição pública de execuções e o tratamento dispensado às pessoas condenadas.

Com a nova decisão, a Casa Branca mantém a previsão de execução de Hasan, mas abandona a iniciativa de disponibilizar as imagens ao público.

Da IstoÉ e Ansa