Trump ataca Grammy e nega ter ido à ‘ilha de Epstein’ com Clinton

Irritação do presidente dos EUA ocorreu devido a uma piada do apresentador Trevor Noah

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Presidente dos EUA, Donald Trump, faz discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos Foto: REUTERS/Denis Balibouse

NOVA YORK, 2 FEV (ANSA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou o Grammy e o apresentador do prêmio, Trevor Noah, ameaçando processá-lo.

A irritação do mandatário ocorreu após Noah fazer uma piada durante a 68ª edição do Grammy Awards, realizada no domingo (1º). Na ocasião, o condutor da noite ironizou o interesse de Trump pela Groenlândia, ligando-o ao escândalo do falecido bilionário pedófilo Jeffrey Epstein, ex-amigo do republicano. “É um Grammy que todo artista quer, quase tanto quanto Trump quer a Groenlândia”, falou Noah sobre a consagração de Billie Eilish na categoria Canção do Ano.

“Isso faz sentido, porque desde que Epstein não está mais por aqui, ele [Trump] precisa de uma nova ilha para passar o tempo com [o ex-presidente americano] Bill Clinton”, acrescentou. Trump não demorou para reagir nas redes sociais.

“Noah disse incorretamente que eu, Donald Trump, e Bill Clinton passamos um tempo na ilha de Epstein. Isso está errado. Não posso falar por Bill, mas eu nunca estive lá, nem cheguei perto”, escreveu o chefe de Estado no Truth. Além de chamar o apresentador do Grammy de “perdedor”, Trump ameaçou-o com um processo judicial, como já fez com outros.

“Parece que vou ter que mandar meus advogados processar esse pobre, patético, sem talento e idiota [Noah] e pedir uma grana preta”, acrescentou o líder de Washington, citando exemplos de ações judiciais contra a imprensa já feitos por ele.

“Pode perguntar à CBS. Prepare-se, Noah, vou me divertir com você”, concluiu o republicano, que ainda definiu o Grammy como um programa “lixo” e “sem condições de assistir”. O nome de Trump tem sido mencionado em diversos arquivos revelados pelo Departamento de Justiça sobre o caso Epstein, referentes a crimes sexuais ocorridos entre os anos 1990 e 2000.

Epstein, condenado em 2008 por solicitar prostituição de uma menor de idade, foi encontrado morto em sua cela em Nova York, em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. (ANSA).