Trump associa protestos na Itália à imigração e alerta países europeus

Presidente dos Estados Unidos defende fechamento de fronteiras, enquanto governo italiano prepara reforço na segurança de Milão após confrontos durante manifestações

Trump associa protestos na Itália à imigração e alerta países europeus

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, associou nesta segunda-feira (19) os episódios de violência registrados durante manifestações na Itália à imigração e voltou a defender o endurecimento das políticas de controle das fronteiras europeias.

Em conversa com jornalistas na Casa Branca, em Washington, o republicano comentou os confrontos ocorridos no fim de semana, especialmente em Milão, e afirmou que os distúrbios estariam relacionados à entrada de imigrantes no continente.

“A França e a Itália estão em uma situação pior do que antes. Se a Europa não fechar suas fronteiras, tudo estará acabado”, declarou Trump.

O presidente americano também afirmou que já havia aconselhado o presidente francês, Emmanuel Macron, a adotar medidas mais rígidas de controle migratório. Na mesma ocasião, disse que Paris poderá se tornar uma cidade de maioria muçulmana.

As declarações representam a avaliação política de Trump sobre a situação europeia. Não foram apresentados, nas informações divulgadas, elementos que comprovem uma relação direta entre a imigração e a origem dos protestos, motivados principalmente por reivindicações sociais e econômicas.

Itália prepara reforço militar em Milão

Enquanto Trump comentava os acontecimentos, integrantes do governo italiano anunciaram medidas para ampliar a segurança nas cidades atingidas pelos confrontos.

O vice-primeiro-ministro e ministro dos Transportes, Matteo Salvini, informou que o contingente militar empregado na segurança de Milão deverá receber um reforço de 500 integrantes.

A proposta integra um decreto-lei previsto para análise pelo governo da primeira-ministra Giorgia Meloni durante a reunião do Conselho de Ministros marcada para terça-feira (20).

A iniciativa ocorre após um fim de semana de manifestações que terminaram em confrontos entre participantes e forças de segurança, além de episódios de vandalismo e danos a estabelecimentos comerciais.

Governo italiano condena vandalismo

O vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, manifestou solidariedade aos comerciantes e moradores afetados pela violência.

Segundo o chanceler, diversas lojas de Milão permaneceram fechadas nesta segunda-feira em consequência dos distúrbios.

Tajani afirmou que o governo pretende responder com firmeza aos ataques e considera medidas específicas para conter a participação de menores de idade em episódios violentos.

O ministro também agradeceu o trabalho das forças policiais e militares e defendeu a ampliação dos recursos destinados à manutenção da ordem pública.

Protestos cobram investimentos em educação e combate ao custo de vida

As manifestações na Itália fazem parte de uma mobilização mais ampla que alcançou diferentes cidades europeias.

Entre as principais reivindicações dos estudantes estão o aumento dos investimentos na educação pública, a melhoria das condições de ensino e a redução dos recursos destinados à compra de armamentos.

Os participantes também criticam o encarecimento da vida e defendem medidas para aliviar a pressão econômica sobre a população.

Em Milão, os confrontos do fim de semana deixaram pelo menos 14 agentes de segurança feridos, segundo o balanço divulgado pelas autoridades.

Ao todo, 32 pessoas foram detidas. Entre elas, 23 eram menores de idade e 13 eram estrangeiras, conforme os números informados.

A presença de estrangeiros entre os detidos, por si só, não demonstra que a imigração tenha provocado as manifestações ou os confrontos.

Os acontecimentos ampliaram o debate sobre segurança pública, liberdade de manifestação e políticas migratórias na Europa, em um momento de crescente insatisfação social.

Da IstoÉ e Ansa