O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (22) a carta de fundação do seu Conselho de Paz no Fórum de Davos, um órgão internacional que, segundo ele, trabalhará em coordenação com as Nações Unidas.
Após um discurso em que analisou as situações em Gaza, Irã, Ucrânia e Venezuela, entre outros pontos críticos globais, o presidente republicano assinou o documento.
Ele estava acompanhado na cerimônia de apresentação e assinatura pelos líderes e ministros de Relações Exteriores de 19 países, incluindo o presidente argentino, Javier Milei, e o presidente paraguaio, Santiago Peña.
Também estiveram presentes na cerimônia e assinaram a carta de fundação os presidentes da Indonésia e do Cazaquistão, e os ministros das Relações Exteriores de Marrocos, Arábia Saudita, Catar, Turquia e Jordânia.
“Parabéns, presidente Trump. A carta agora está em vigor e o Conselho de Paz é agora uma organização internacional oficial”, declarou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, no evento realizado na estação suíça.
“Essas pessoas aqui são líderes que defendem a ação”, porque Trump é “um presidente de ação”, acrescentou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, no evento.
Em seu discurso, Trump reiterou que mantém uma “ótima relação” com o governo de Delcy Rodríguez e vangloriou-se de que o ataque de 3 de janeiro, no qual as forças americanas capturaram Nicolás Maduro em Caracas sob acusações de tráfico de drogas, foi “assombroso”.
Ele também alfinetou a Espanha – “eles querem seguir sozinhos” e “teremos que conversar” – por não ter aderido à cúpula da Otan em junho para concordar em gastar 5% do PIB em defesa, como ele exigia.
Trump abordou a situação no Irã, onde recentemente ameaçou realizar um ataque, em apoio aos manifestantes mobilizados contra o regime islâmico e brutalmente reprimidos, segundo diversas ONGs.
O presidente lembrou, nesta ocasião, o bombardeio de três instalações nucleares iranianas em 22 de junho, como parte da guerra entre Israel e a República Islâmica, e para impedir que Teerã adquirisse uma arma nuclear.
“Não podemos deixar isso acontecer”, disse ele. “O Irã quer conversar, e nós conversaremos.”
Ele também enviou uma mensagem ao Hamas, o movimento islamista palestino, alertando-o de que deve depor as armas “ou será o seu fim”.
O conselho recém-criado prevê uma participação permanente que custará US$ 1 bilhão (R$ 5,37 bilhões) e muitos outros líderes foram convidados a participar, incluindo Vladimir Putin, da Rússia, Benjamin Netanyahu, de Israel, Volodimir Zelensky, da Ucrânia, e o papa Leão XIV.
dk/avl/pc/aa