Trump anuncia reunião com Zelensky na quinta-feira em Davos

Em Davos, Trump insistiu em que Zelensky e o presidente russo, Vladimir Putin, fechem um acordo para encerrar a guerra

U.S. President Donald Trump welcomes Ukraine's President Volodymyr Zelenskiy at the White House in Washington, D.C., U.S., October 17, 2025. REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente americano, Donald Trump, afirmou, nesta quarta-feira (21), que vai se reunir na quinta com seu par ucraniano, Volodimir Zelensky, a quem instou a alcançar um acordo de paz com a Rússia.

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O republicano havia dito anteriormente em seu discurso no Fórum Econômico Mundial que se reuniria ainda nesta quarta-feira com Zelensky, embora este tenha dito que estava na Ucrânia.

“O presidente está em Kiev”, disse a jornalistas um de seus assessores, Dmitro Litvin, após o discurso do americano.

A perguntas posteriores de um repórter sobre a data do encontro, Trump afirmou: “Acredito que é amanhã” (quinta-feira).

O líder ucraniano tinha deixado no ar sua participação no fórum que reúne anualmente a elite política e econômica mundial devido aos ataques russos contra a infraestrutura energética de Kiev, que deixaram milhares de prédios sem calefação em meio a temperaturas congelantes.

Em Davos, Trump insistiu em que Zelensky e o presidente russo, Vladimir Putin, estavam perto de um acordo para pôr fim à guerra, iniciada com a invasão russa, em 2022.

“Acredito que agora estejam em um ponto em que podem entrar em acordo e chegar a um pacto. E se não fizerem, são estúpidos”, afirmou Trump durante uma breve conversa com um moderador após seu discurso.

Anteriormente, o presidente americano pareceu se desvincular do conflito na Ucrânia e investiu contra a Otan, organização militar transatlântica liderada por seu país.

“Os Estados Unidos estão muito longe, um oceano imenso e belo nos separa. Não temos nada a ver com isso”, declarou Trump, cujo país é a principal potência militar da Otan.

“O que os Estados Unidos obtêm com todo esse trabalho, com todo esse dinheiro, além de morte, destruição e enormes quantias de dinheiro destinadas a quem não aprecia o que fazemos? Falo da Otan, falo da Europa. Têm que se ocupar da Ucrânia. Nós, não”, afirmou.