O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o governo do Irã nesta quarta-feira, 6. Em publicação nas redes sociais, o republicano ameaçou retomar as ofensivas aéreas contra o país caso Teerã não aceite os termos do acordo que visa encerrar a guerra no Golfo.
“Se eles não concordarem, o bombardeio começará e será, infelizmente, em um nível e intensidade muito mais elevados do que antes”, afirmou.
Mais cedo, fontes do Paquistão — que atua como mediador — indicaram que as nações estariam próximas de assinar um memorando de entendimento de uma página para cessar as hostilidades. O documento, articulado pelos enviados Steve Witkoff e Jared Kushner, prevê uma moratória no enriquecimento nuclear iraniano em troca da suspensão de sanções econômicas e da liberação de fundos congelados.
Suspensão de missão naval
Também nesta quarta-feira, Trump anunciou uma pausa no “Projeto Liberdade”, missão naval que tentava, sem sucesso, garantir a circulação de navios pelo Estreito de Ormuz sob escolta norte-americana. Na ocasião, o presidente citou um “grande progresso” nas conversas, condicionando a assinatura do acordo à manutenção do bloqueio naval em vigor.
Conforme apurado pelo portal “Axios”, o memorando de 14 pontos estabeleceria um período de 30 dias de negociações intensas. Entretanto, a nova ameaça de bombardeios reforça a estratégia de pressão máxima da Casa Branca. Segundo as autoridades de Washington, se as tratativas fracassarem nas próximas 48 horas, as ações militares serão restabelecidas imediatamente.
Tensões no Estreito de Ormuz
O cenário de urgência é alimentado por incidentes recentes na região. Na terça-feira, 5, um porta-contêineres de uma companhia francesa foi atingido no estreito, resultando em tripulantes feridos. O episódio seguiu uma série de ataques iranianos contra embarcações civis e alvos em países vizinhos, iniciada após o anúncio do bloqueio naval liderado pelos EUA.
A proposta atual prevê que as restrições à navegação impostas pelo Irã e o cerco marítimo norte-americano sejam gradualmente levantados.
* Com informações da AFP e Reuters