Trump faz nova ameaça ao Irã: ‘Não vão mais rir’

Presidente dos EUA intensifica retórica contra Teerã em meio a negociações de paz travadas e envio de proposta iraniana

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã neste domingo (10), afirmando que a República Islâmica “não voltará a rir” novamente. A declaração ocorre em meio ao impasse nas negociações de paz entre Washington e Teerã, intensificando a retórica contra o país persa.

O que aconteceu

  • Donald Trump ameaça Irã novamente, declarando que o país “não voltará a rir”.
  • Ação se dá em meio a negociações travadas e após Teerã entregar sua resposta a uma oferta de paz dos EUA.
  • Israel, por meio de Benjamin Netanyahu, afirma que o conflito não acabou e exige desmantelamento nuclear iraniano.

A declaração de Trump surge após a mídia estatal iraniana relatar que o governo enviou ao Paquistão uma resposta à mais recente oferta dos Estados Unidos para encerrar a guerra no Oriente Médio.

“O Irã vem brincando com os Estados Unidos e o resto do mundo há 47 anos (adiando, adiando, adiando)”, escreveu Trump na plataforma Truth Social.

As acusações de Trump contra o Irã

“Por 47 anos, os iranianos nos enrolaram, nos fizeram esperar, mataram nosso povo com suas bombas à beira da estrada, destruíram protestos; recentemente, dizimaram 42 mil manifestantes inocentes e desarmados, rindo do nosso grande país. Eles não vão mais rir!”, acrescentou Trump em sua publicação.

Pouco antes da ameaça de Trump, a agência de notícias oficial Irna havia publicado que o Irã entregou ao Paquistão sua resposta à proposta dos EUA, mas sem detalhes sobre o teor do documento.

Qual a proposta iraniana?

Já segundo a agência de notícias independente Isna, o principal objetivo da resposta iraniana é a “cessação imediata da guerra” e o “restabelecimento da segurança marítima” no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, regiões de vital importância estratégica.

Em paralelo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou à emissora CBS que o conflito contra o Irã ainda “não acabou”. Netanyahu exigiu a remoção do urânio enriquecido e o desmantelamento das usinas nucleares do país persa, com apoio militar dos EUA para tal empreitada.

“Acredito que a guerra alcançou resultados significativos”, disse Netanyahu, acrescentando que, além das armas nucleares, “ainda existem forças paramilitares apoiadas pelo Irã”. O premiê israelense salientou: “É claro que neutralizamos grande parte delas, mas ainda há trabalho a ser feito”. (ANSA).